3 de Janeiro de 2014 / às 15:43 / 4 anos atrás

Governo central tem superávit de R$75 bi em 2013 e cumpre sua meta fiscal

Ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante coletiva de imprensa após reunião com representantes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em Brasília. O governo central cumpriu sua meta fiscal de 2013, com um superávit primário em torno de 75 bilhões de reais, disse Mantega nesta sexta-feira, com base em dados preliminares divulgados na tentativa de acalmar os mercados. 17/12/2013.Ueslei Marcelino

BRASÍLIA, 3 Jan (Reuters) - O governo central cumpriu sua meta fiscal de 2013, com um superávit primário em torno de 75 bilhões de reais, disse nesta sexta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega, com base em dados preliminares divulgados na tentativa de acalmar os mercados.

"Fizemos um pouco a mais que 1,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em superávit no governo central", disse o ministro em entrevista coletiva.

A situação fiscal brasileira tem preocupado investidores e influenciado os juros futuros, pela percepção de que os gastos públicos elevados podem forçar o Banco Central a apertar ainda mais a política monetária para conter a inflação.

Em dezembro apenas, o governo central teve superávit primário (economia feita para o pagamento de juros da dívida pública) de cerca de 14 bilhões de reais, recorde para o mês, disse Mantega.

Os dados oficiais do superávit do governo central --composto por Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central-- serão divulgados apenas no fim do mês. Mantega disse que fez o anúncio antecipado do resultado para acalmar os mercados. "Não seria bom manter expectativa de analistas até o fim de janeiro... Isso vai acalmar os 'nervosinhos'", disse ele.

O ministro afirmou ainda que em fevereiro irá anunciar o contingenciamento das despesas deste ano, quando indicará qual será a meta fiscal a ser perseguida pelo governo central em 2014. Ele ressaltou que o governo manterá o esforço de conter os gastos públicos.

O cumprimento da meta do setor público consolidado, segundo o ministro, depende do resultado dos Estados e municípios, que será conhecido no fim deste mês.

Por Leonardo Goy

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