Bovespa triplica ganhos nos ajustes finais e fecha em alta de 1,27%

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014 18:47 BRST
 

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO, 3 Jan (Reuters) - O principal índice da Bovespa subiu mais de 1 por cento nesta sexta-feira, tendo triplicado seu avanço percentual entre o fechamento regular do pregão e os ajustes, com investidores e gestores acertando suas posições antes da entrada em vigor da nova carteira teórica do Ibovespa na segunda-feira.

O Ibovespa, que no encerramento preliminar apresentava alta de 0,43 por cento, fechou com ganho de 1,27 por cento, a 50.981 pontos. O giro financeiro do pregão praticamente dobrou nos ajustes de fechamento, alcançando 9,5 bilhões de reais.

A nova carteira teórica do índice, que passa a valer na segunda-feira, vai promover a primeira etapa das mudanças decorrentes da nova metodologia de cálculo anunciada pela BM&FBovespa no ano passado.

A metodologia, que será adotada integralmente em maio, leva em conta o valor de mercado das empresas, diferente do modelo atual, que dá mais peso à liquidez dos papéis.

Com isso, participantes do mercado, como fundos passivos que seguem a composição do índice, ajustaram suas carteiras nesta sexta-feira. Como o acerto das carteiras por alguns participantes do mercado deve ser feito com base nas cotações de encerramento do pregão às 17h, houve grande mudança de preços durante os ajustes finais, disseram operadores.

A Prumo Logística, ex-LLX, subiu mais de 32 por cento, enquanto a ação ordinária da Oi, que subiu durante todo a tarde cerca de 14 por cento, acelerou a alta para 27 por cento nos ajustes finais. A ação da mineradora MMX, que durante todo o dia esteve entre as principais quedas do índice, fechou com valorização de 27 por cento.

Durante a sessão regular, os papéis de operadoras de telefonia brilharam entre as maiores altas do dia, com as ações da Oi e da TIM Participações avançando forte.

Impulsionou o setor telecomunicações a notícia do jornal italiano Il Sole 24 Ore afirmando que a espanhola Telefónica estaria trabalhando em uma oferta conjunta pela TIM, controlada pela Telecom Italia, e que a operadora brasileira poderia ser desmembrada.   Continuação...