Rápida retirada de estímulos à economia dos EUA pode afetar empregos, diz membro do Fed

sábado, 4 de janeiro de 2014 16:10 BRST
 

FILADÉLFIA, 4 Jan (Reuters) - Um membro do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, novamente pediu ao Fed que fosse paciente no corte de seu programa de estímulos à economia, em parte porque ele corre o risco de causar danos permanentes ao mercado de trabalho.

O presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, discordou da histórica decisão do Fed no mês passado de reduzir seu programa de compra de títulos em 10 bilhões de dólares, para 75 bilhões de dólares por mês.

Em um discurso, ele repetiu que a investida era um erro porque o desemprego continua muito alto e a inflação muito baixa.

"As autoridades têm a oportunidade de serem pacientes na remoção dos estímulos, acelerando o processo de obtenção dos dois elementos do duplo mandato do Fed", disse ele, fazendo referência à sustentabilidade máxima dos empregos e inflação de cerca de dois por cento.

O desemprego nos EUA caiu de uma alta de 10 por cento em 2009 para 7 por cento em novembro, enquanto a inflação permanece perto de 1 por cento.

Rosengren não vota sobre a política neste ano, sob o sistema rotativo do Fed.

Depois de já ter dito à Reuters que preferia esperar até março para o corte na compra de títulos, ele afirmou neste sábado que os riscos de continuar com o programa no ritmo anterior de 85 bilhões de dólares por mês pareciam pequenos em relação aos riscos de um aumento permanente no número de norte-americanos fora do mercado de trabalho.

"O fracasso da política monetária e fiscal em gerar uma recuperação mais rápida arrisca criar um problema de desemprego estrutural de longo prazo ... Esta preocupação também é subjacente à minha discordância", disse ele em uma reunião da American Economic Association.

(Por Jonathan Spicer)

 
Presidente do Federal Reserve Bank de Boston, Eric Rosengren, durante discurso em conferência econômica, em Nova York. Rosengren novamente pediu ao Fed que fosse paciente no corte de seu programa de estímulos à economia, em parte porque ele corre o risco de causar danos permanentes ao mercado de trabalho. 17/04/2013. REUTERS/Keith Bedford