Incêndio em refinaria da Petrobras corta parcialmente produção de diesel e gasolina, diz sindicato

domingo, 5 de janeiro de 2014 14:58 BRST
 

Por Jeb Blount

RIO DE JANEIRO, 5 Jan (Reuters) - Um incêndio em uma refinaria da Petrobras, no fim de sábado, cortou parcialmente a produção de gasolina e diesel em uma das principais unidades de produção da estatal de petróleo, numa situação que pode aumentar importações de combustível, informou o sindicato da refinaria.

O fogo atingiu seis bombas que levam produtos à unidade de coqueamento na refinaria de Duque da Caxias (REDUC), forçando a parada da unidade de coqueamento até que os equipamentos pudessem ser consertados, afirmou Simão Zanardi, presidente do sindicato. Ele visitou a refinaria na manhã de domingo para inspecionar os danos. A REDUC processa cerca de 242 mil barris por dia.

Ninguém ficou ferido no incêndio, de acordo com a Petrobras e o sindicato, conhecido como Sindipetro Duque de Caxias. A própria unidade de coqueamento não foi danificada, segundo a Petrobras.

Autoridades da Petrobras não responderam imediatamente a telefonemas e e-mails com perguntas sobre o impacto do fogo na produção em REDUC, a quarta maior refinaria da Petrobras.

"Este é apenas mais um sinal de quanto a empresa está sob pressão", disse Zanardi. "As refinarias estão trabalhando a toda ou acima da capacidade, e a perda desta unidade, não importa por quão pouco tempo, vai significar em mais importações e menos lucro para a empresa."

Ele acrescentou que lhe foi dito no domingo que as bombas poderiam ser restauradas em cerca de três dias, mas que ele achava que essa era uma projeção otimista. Ele também se preocupa que as bombas em questão possam ser colocadas de volta à operação de forma "apressada", sem backups adequados, comprometendo a segurança. Três das seis bombas atingidas eram unidades de back-up, disse ele.

PETROBRAS SOB PRESSÃO

A demanda por combustíveis de veículos vem crescendo mais rápido do que a economia do Brasil. Isto fez com que as 13 refinarias brasileiras da Petrobras fossem incapazes de atender a demanda doméstica por gasolina e diesel. Para compensar o déficit, a empresa, única de refino do Brasil, precisa importar.   Continuação...