Congresso dos EUA inicia 2014 com batalha sobre ajuda a desempregados

domingo, 5 de janeiro de 2014 17:49 BRST
 

Por Thomas Ferraro

WASHINGTON, 5 Jan (Reuters) - O Congresso dos Estados Unidos inicia o que promete ser um ano muito combativo na segunda-feira com um confronto sobre um projeto apoiado pela Casa Branca para renovar a ajuda a 1,3 milhão de americanos desempregados.

O Senado de maioria democrata planeja aumentar a luta nas próximas semanas, trazendo para a votação um projeto de lei para aumentar o salário mínimo federal, que está em 7,25 dólares por hora desde julho de 2009. Democratas querem que o salário mínimo suba ao longo de três anos para 10,10 dólares e, em seguida, seja indexado à inflação no futuro.

"Estamos tentando recuperar o atraso que o povo americano conhece há anos - de que estão trabalhando mais por menos", disse o senador democrata Jack Reed, de Rhode Island, em uma entrevista.

Reed é um dos principais defensores de um aumento do salário mínimo e, junto com o senador republicano Dean Heller, de Nevada, está patrocinando um projeto de lei para restabelecer o auxílio-desemprego para 1,3 milhão de americanos e evitar que milhares de outros percam essa ajuda em breve.

A medida estenderia por três meses o programa Compensação de Desemprego de Emergência, que terminou em 28 de dezembro, quando o seu financiamento expirou.

Sancionado em 2008 pelo presidente republicano George W. Bush, o programa forneceu aos desempregados em média 300 dólares por semana para mais 28 semanas, depois que benefícios estatais terminaram.

Não está claro se a legislação proposta para renovar o programa de emergência de 2008 ou aumentar o salário mínimo vai reunir os necessários 60 votos no Senado de um total de 100 membros.

O líder da maioria no Senado, Harry Reid, democrata de Nevada, fez um apelo no domingo aos republicanos para permitir a extensão do auxílio de desemprego.   Continuação...