8 de Janeiro de 2014 / às 09:43 / em 4 anos

Congresso dos EUA inicia 2014 com batalha sobre ajuda a desempregados

Por Thomas Ferraro

WASHINGTON, 5 Jan (Reuters) - O Congresso dos Estados Unidos inicia o que promete ser um ano muito combativo na segunda-feira com um confronto sobre um projeto apoiado pela Casa Branca para renovar a ajuda a 1,3 milhão de americanos desempregados.

O Senado de maioria democrata planeja aumentar a luta nas próximas semanas, trazendo para a votação um projeto de lei para aumentar o salário mínimo federal, que está em 7,25 dólares por hora desde julho de 2009. Democratas querem que o salário mínimo suba ao longo de três anos para 10,10 dólares e, em seguida, seja indexado à inflação no futuro.

“Estamos tentando recuperar o atraso que o povo americano conhece há anos - de que estão trabalhando mais por menos”, disse o senador democrata Jack Reed, de Rhode Island, em uma entrevista.

Reed é um dos principais defensores de um aumento do salário mínimo e, junto com o senador republicano Dean Heller, de Nevada, está patrocinando um projeto de lei para restabelecer o auxílio-desemprego para 1,3 milhão de americanos e evitar que milhares de outros percam essa ajuda em breve.

A medida estenderia por três meses o programa Compensação de Desemprego de Emergência, que terminou em 28 de dezembro, quando o seu financiamento expirou.

Sancionado em 2008 pelo presidente republicano George W. Bush, o programa forneceu aos desempregados em média 300 dólares por semana para mais 28 semanas, depois que benefícios estatais terminaram.

Não está claro se a legislação proposta para renovar o programa de emergência de 2008 ou aumentar o salário mínimo vai reunir os necessários 60 votos no Senado de um total de 100 membros.

O líder da maioria no Senado, Harry Reid, democrata de Nevada, fez um apelo no domingo aos republicanos para permitir a extensão do auxílio de desemprego.

“Há 55 de nós (democratas) e 45 deles (republicanos). Parece-me que cinco republicanos no Senado poderiam se juntar aos democratas para fornecer os necessários 60 votos”, disse Reid em uma entrevista no programa de TV “Face the Nation”, do canal norte-americano CBS.

Obama também fez um apelo urgente chamando o Congresso a agir. No sábado, em seu discurso semanal, o presidente disse que os republicanos deveriam “fazer de sua resolução de Ano Novo a coisa certa e restaurar essa segurança econômica vital para seus eleitores no momento”.

Um conservador republicano no Senado, o senador Rand Paul, de Kentucky, disse ao programa “This Week”, do canal ABC, que ele não se opôs a renovar o benefício. Ele acrescentou: “Eu sou contra a tê-lo sem pagar por isso”.

Com uma extensão de benefícios que custam 6 bilhões de dólares por três meses, os democratas temem que pagar pelo programa significaria em cortes para outros programas domésticos que já estiveram sob a faca do orçamento.

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