January 8, 2014 / 9:47 AM / 4 years ago

Déficit comercial dos EUA é o menor em 4 anos

3 Min, DE LEITURA

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 7 Jan (Reuters) - O déficit comercial dos Estados Unidos foi o menor em quatro anos em novembro, com as exportações atingindo máxima recorde e com preços fracos do petróleo restringindo o aumento das importações, a evidência mais recente de fortalecimento dos fundamentos econômicos.

O Departamento do Comércio informou nesta terça-feira que o déficit comercial teve queda de 12,9 por cento, para 34,3 bilhões de dólares. Esse foi o menor déficit desde outubro de 2009.

O déficit de outubro da balança comercial foi revisado para 39,3 bilhões de dólares, ante resultado anterior de 40,6 bilhões de dólares.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que o déficit comercial diminuísse para 40 bilhões de dólares em novembro.

Quando ajustado pela inflação, o déficit comercial diminuiu para 44,6 bilhões de dólares, ante 47 bilhões de dólares no mês anterior.

Essa medida entra no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), e a queda de novembro pode fazer com que economistas elevem as estimativas de crescimento do quarto trimestre.

O comércio contribuiu marginalmente para o crescimento no terceiro trimestre, mas a diminuição de problemas fiscais na Europa deve levar a uma recuperação na demanda da região e ajudar a impulsionar as exportações dos EUA.

A economia norte-americana parece preparada para alcançar crescimento maior neste ano, com dados que variam de emprego a indústria e os gastos do consumidor sugerindo que a economia encerrou 2013 em base sólida.

A perspectiva se fortaleceu por conta da aceleração na demanda doméstica e pela diminuição da incerteza quanto à política fiscal.

Em novembro, as exportações tiveram crescimento de 0,9 por cento, para 194,9 bilhões de dólares. Esse foi o maior nível registrado e marcou o segundo mês seguido de ganho. Houve aumentos nas exportações de bens industriais, bens de capital e automóveis.

As exportações de petróleo atingiram máxima recorde em novembro.

As exportações para a China também foram as maiores registradas. Elas cresceram 8,7 por cento nos 11 primeiros meses do ano.

As importações de modo geral tiveram redução de 1,4 por cento, para 229,1 bilhões de dólares em novembro. Parte da queda nas importações reflete uma conta menor de importação de petróleo, que foi a mais baixa desde novembro de 2010. O déficit de petróleo foi o menor desde maio de 2009.

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