Bovespa recua quase 2,5% e fecha abaixo dos 50 mil pts pela 1º vez desde agosto

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014 18:00 BRST
 

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO, 9 Jan (Reuters) - O principal índice da Bovespa caiu quase 2,5 por cento nesta quinta-feira e fechou abaixo dos 50 mil pontos, perdendo um importante suporte técnico, diante de temores de desaceleração da China e preocupações com a economia doméstica.

O Ibovespa caiu 2,48 por cento, maior variação negativa desde 30 de setembro, a 49.321 pontos. Desde o fim de agosto o índice não fechava abaixo de 50 mil pontos. O giro financeiro do pregão somou 7 bilhões de reais.

A inflação anual ao consumidor da China, principal país destino das exportações brasileiras, desacelerou com mais força do que o esperado em dezembro, para 2,5 por cento, a mínima em sete meses.

"Os números de inflação da China foram baixos, o que significa um desaquecimento do consumo chinês", disse o operador de renda variável Luiz Roberto Monteiro, da Renascença DTVM.

A notícia afetou os papéis de empresas exportadoras de commodities, como a Vale, que foi a principal influência negativa do dia, e Bradespar, que tem participação na mineradora.

O dado da China, que também provocou queda de preços dos metais na Europa, contribuiu para que o Ibovespa perdesse o suporte técnico na faixa de 49.900 e 49.800 pontos, desencadeando mais vendas por parte de investidores que operam com base em análise gráfica, afirmou o especialista em renda variável Rogério Oliveira, da Icap Brasil.

Ainda no cenário macroeconômico, o mercado operou na expectativa do relatório de emprego dos Estados Unidos de dezembro, a ser divulgado na sexta-feira. Investidores temem que um resultado forte possa fazer a redução do programa de compra de ativos do Federal Reserve, banco central do país, ganhar força, diminuindo ainda mais a oferta global de liquidez.

Além disso, continuaram pesando na Bovespa preocupações com o cenário doméstico devido à deterioração fiscal, o nível da inflação e expectativa de baixo crescimento, assim como temores de um rebaixamento da nota de crédito.   Continuação...