Petrobras retoma atividade na unidade de coqueamento da Reduc, diz ANP

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014 20:41 BRST
 

RIO DE JANEIRO, 10 Jan (Reuters) - A Petrobras começou nesta sexta-feira a retomar as operações na unidade de coqueamento da refinaria Reduc, seis dias após um incêndio atingir o local, afirmou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A unidade poderá começar a produzir gasolina, diesel e gás liquefeito de petróleo ainda nesta sexta-feira ou no início de sábado, disse o presidente do sindicado dos empregados da unidade, Simão Zanardi.

A refinaria Duque de Caxias (Reduc) tem capacidade para processar 242 mil barris por dia de petróleo, e a unidade de coqueamento é responsável por cerca de 30 por cento da produção da refinaria de diesel e gasolina.

Procurada, a Petrobras não comentou o assunto.

O fogo atingiu seis bombas que levam produtos à unidade de coqueamento na refinaria, forçando a parada da unidade, disse o sindicalista anteriormente.

Ninguém ficou ferido no incêndio, de acordo com a Petrobras e o sindicato, conhecido como Sindipetro Duque de Caxias. A própria unidade de coqueamento não foi danificada, segundo a estatal.

Com a produção de combustíveis no Brasil a plena carga para tentar atender a demanda, o incêndio levantou questões sobre a capacidade de a Petrobras de continuar operando suas refinarias existentes com segurança.

Houve pelo menos quatro acidentes notáveis ​​nas refinarias da Petrobras em quase dois meses, de acordo com fontes sindicais e da indústria de combustíveis.

A Petrobras, no entanto, disse em nota nesta semana que as "cargas de referência de todas as refinarias estão aprovadas e autorizadas pelos órgãos ambientais estaduais e pela ANP, instâncias que verificam e atestam o atendimento dos limites de projeto dos equipamentos e os requisitos de segurança...".

A Petrobras informou ainda que o parque de refino da companhia no Brasil processou, em média, 2,034 milhões de barris por dia de petróleo entre janeiro e novembro de 2013, um crescimento de 8 por cento em relação ao volume do mesmo período de 2012, "obedecendo aos mais rigorosos princípios de segurança".

Apesar do crescimento no refino, a estatal tem importado grandes volumes para complementar o atendimento da demanda doméstica, um dos fatores que afetou a balança comercial brasileira em 2013, que teve o pior resultado em mais de dez anos.