January 12, 2014 / 5:53 PM / 4 years ago

Iraque ameaça cortar fundos caso curdos exportem petróleo à Turquia

3 Min, DE LEITURA

O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, fala durante uma entrevista à Reuters, em Bagdá. Maliki ameaçou neste domingo cortar a fatia do Curdistão do orçamento federal se a região autônoma exportar petróleo à Turquia via um novo oleoduto sem o consentimento do governo central.12/01/2014Thaier Al-Sudani

BAGDÁ, 12 Jan (Reuters) - O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, ameaçou neste domingo cortar a fatia do Curdistão do orçamento federal se a região autônoma exportar petróleo à Turquia via um novo oleoduto sem o consentimento do governo central.

O Governo Regional do Curdistão disse na semana passada que petróleo havia começado a fluir para a Turquia e que as exportações devem ter início no fim deste mês, e que vão subir em fevereiro e março.

"Esta é uma violação constitucional que nunca iremos permitir, não para a região (do Curdistão) nem para o governo turco", disse Maliki em uma entrevista à Reuters.

"A Turquia não deve interferir em uma questão que infringe a soberania iraquiana", disse Maliki.

O governo central e os curdos divergem sobre como interpretar a constituição e compartilhar a receita proveniente da quarta maior reserva de petróleo do mundo. Os curdos em teoria têm direito a 17 por cento, embora frequentemente reclamem que recebem menos que isso.

Maliki disse que os curdos não haviam atendido ao seu compromisso previsto no orçamento de exportar 250 mil barris de petróleo por dia em 2013, com a receita indo para o tesouro nacional, mas até agora o governo não retaliou através de uma redução da fatia do orçamento destinada a eles.

"Não fizemos isso pois não desejávamos afetar a população curda e estávamos buscando encontrar soluções aceitáveis... que preservassem a unidade nacional e o patrimônio do país, mas neste ano a situação parece difícil", declarou Maliki.

Referindo-se a uma disputa sobre os custos das companhias de petróleo que operam no Curdistão, ele disse: "Temos dito para estas empresas... nos deem o petróleo e pagaremos seus custos, mas elas não entregaram, então não haverá pagamentos".

Maliki disse que era injusto esperar que Bagdá pague os custos das companhias petrolíferas, mais a fatia de 17 por cento do orçamento aos curdos, quando falharam em atingir a meta de exportação e a receita de petróleo não estava sendo canalizada pelo governo.

O petróleo do Curdistão era enviado à Turquia por um oleoduto controlado por Bagdá, mas a exportação por este canal secou um ano atrás, ante um pico de 200.000 bpd, por uma disputa sobre pagamentos a petrolíferas que operam na região.

Desde então, os curdos têm exportado quantidades menores de petróleo à Turquia com caminhões enquanto construíam seu próprio oleoduto independente, concluído no fim do ano passado.

Maliki se reuniu com membros curdos do parlamento iraquiano no final do domingo e disse que quer resolver a disputa com negociações. Uma delegação do Curdistão deve chegar em Bagdá mais tarde nesta semana para estudar a questão.

Por Suadad al-Salhy, Alistair Lyon e Isabel Coles

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below