12 de Janeiro de 2014 / às 18:08 / 4 anos atrás

Acordo nuclear com Irã entrará em vigor em 20 de janeiro

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Javad Zarif, fala durandte uma coletiva de imprensa conjunta com sua contraparte turca, o ministro Ahmet Davutoglu, em Istambul. Seis potências mundiais e o Irã concordaram em iniciar a implementação de um acordo nuclear temporário em 20 de janeiro, disse a chefe de Relações Internacionais da União Europeia, Catherine Ashton, em um comunicado neste domingo. 04/01/2014 REUTERS/Murad Sezer

BRUXELAS, 12 Jan (Reuters) - Seis potências mundiais e o Irã concordaram em iniciar a implementação de um acordo nuclear temporário em 20 de janeiro, disse a chefe de Relações Internacionais da União Europeia, Catherine Ashton, em um comunicado neste domingo.

Ashton representa seis países --Estados Unidos, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha -- em contatos diplomáticos com o Irã relacionados ao impasse nuclear.

Ela disse que agora as nações pedirão ao órgão para energia atômica da ONU para a implementação do acordo.

“Vamos pedir a AIEA para realizar as atividades necessárias de monitoramento e verificação relacionados com o acordo nuclear”, disse ela.

A informação sobre a data da implementação do acordo foi confirmada pelo governo iraniano.

Sob o acordo firmado em 24 de novembro, o Irã prometeu limitar suas atividades nucleares mais sensíveis em troca de algum alívio de sanções econômicas ocidentais.

O acordo deverá durar seis meses, e as seis potências esperam aproveitar esse período para negociar um tratado final, amplo, sobre as ambições nucleares do Irã.

O presidente dos EUA, Barack Obama, celebrou o acordo com o Irã, mas disse neste domingo que é preciso mais para um pacto de longo prazo.

Ele repetiu que vai vetar qualquer lei que determine novas sanções durante a negociação de um acordo de longo prazo com o Irã.

Segundo Obama, a implementação do acordo dará ao Irã um “modesto alívio” às sanções econômicas.

Potências ocidentais suspeitam que o Irã tem buscado desenvolver capacidade de criar uma arma nuclear. Mas o Irã assegura que o programa visa unicamente a geração de eletricidade.

O monitoramento da AIEA pode ser controverso na república islâmica.

No passado, Teerã acusou a AIEA, com sede em Viena, de atuar como uma agência de inteligência manipulada pelo Ocidente.

Mas as relações melhoraram desde junho de 2013, quando foi eleito presidente Hassan Rouhani, um político relativamente moderado, o que abriu caminho para uma reaproximação diplomática com o Ocidente.

Reportagem de Justyna Pawlak; com reportagem adicional de Roberta Rampton em Washington

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