CEO da ThyssenKrupp testa paciência de acionistas com reestruturação

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014 09:13 BRST
 

Por Maria Sheahan e Tom Käckenhoff

FRANKFURT, 13 Jan (Reuters) - Três anos após assumir o comando da ThyssenKrupp, Heinrich Hiesinger está correndo contra o tempo para implementar seu ambicioso plano de reformular a siderúrgica alemã de 200 anos de idade como um conglomerado de engenharia de alta tecnologia.

Os contratempos na venda de ativos fracos - como também os custosos escândalos de fixação de preço que Hiesinger herdou - fizeram com que as promessas do executivo de ampla transformação parecessem otimistas. Em um encontro anual na sexta-feira, o ex-homem da Siemens enfrentará duras perguntas de acionistas que, pelo segundo ano, não receberam dividendos.

"Alguns acharam que ele era a pessoa que podia reestruturar a ThyssenKrupp e fazê-la avançar. Mas ele não conseguiu isso ainda", disse Joerg Schneider, um administrador de fundos da Union Investment em Frankfurt. "Ele estabeleceu expectativas muito altas".

Mudanças pequenas, mas significativas na estrutura societária do grupo desde a última assembleia geral de acionistas estão colocando mais pressão sobre Hiesinger. O fundo da família, que por muito tempo defendeu os administradores contra predadores, viu sua participação ser diluída para menos de 25 por cento. Enquanto isso, o fundo ativista sueco Cevian montou uma fatia de 11 por cento.

Precisando de caixa para expandir linhas com margens maiores, como elevadores e peças automotivas de alto desempenho, Hiesinger já vendeu ativos que respondiam por um quarto das vendas do grupo. Apesar disso, atrasos e outros problemas geraram especulação - que o presidente-executivo tem refutado constantemente - que ele se desfazer completamente de atividades de siderurgia, acabando com dois séculos de tradição da Krupp.

Um gerente sênior, que já trabalhou com o engenheiro de 53 anos, disse à Reuters que esse sentimento terá pouca importância quando o presidente-executivo determinar o que deve ser vendido.

"Não existem vacas sagradas para Hiesinger", disse.

Apesar de uma queda de 40 por cento no valor das ações desde que assumiu o cargo, muitos investidores dizem que ainda mantêm fé em Hiesinger por enquanto.   Continuação...