14 de Janeiro de 2014 / às 16:53 / 4 anos atrás

Medida de gastos do consumidor dos EUA cresce, vendas de automóveis têm queda

WASHINGTON, 14 Jan (Reuters) - O núcleo das vendas no varejo dos Estados Unidos, uma medida dos gastos do consumidor, subiu mais que o esperado em dezembro, sugerindo que a economia ganhou fôlego no fim do ano passado e que caminha para um crescimento mais forte em 2014.

O Departamento do Comércio informou nesta terça-feira que as vendas no varejo excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços alimentares aumentaram 0,7 por cento no mês passado, após crescimento de 0,2 por cento em novembro.

O chamado núcleo de vendas corresponde de modo mais próximo ao componente de gastos do consumidor do Produto Interno Bruto (PIB). Economistas consultados pela Reuters esperavam que o núcleo de vendas no varejo tivesse aumento de 0,3 por cento em dezembro.

O aumento sugeriu que os gastos do consumidor aceleraram no quarto trimestre, ante o ritmo anual de 2 por cento no terceiro trimestre. Também foi a mais recente indicação de forte ímpeto na economia no fim de 2013.

Embora a criação de empregos tenha despencado em dezembro, a queda foi vista amplamente como temporária, dado o clima frio que atingiu regiões do país durante o mês.

"Deixando de lado o clima, se estivermos certos em pensar que a tendência de criação de empregos ainda está melhorando, as famílias continuarão a gastar de modo mais desenfreado em 2014", disse o economista sênior da Capital Economics para Estados Unidos Paul Dales.

As perspectivas de crescimento do quarto trimestre foram impulsionadas também por um segundo relatório do Departamento de Comércio, que mostrou que os estoques no varejo excluindo automóveis tiveram crescimento de 0,6 por cento em novembro, após avanço de 0,3 por cento em outubro.

O relatório também mostrou que os estoques empresariais dos EUA aumentaram em novembro, sugerindo que sua reposição será um impulso ao crescimento econômico no quarto trimestre, em vez de ser um peso, como se temia anteriormente.

Uma frente fria durante o mês deve ter contribuído na redução das vendas de automóveis. As receitas de concessionárias de automóveis tiveram queda de 1,8 por cento, a maior desde outubro de 2012. As vendas de automóveis haviam subido 1,9 por cento em novembro.

Isso limitou o desempenho geral das vendas no varejo para uma alta de 0,2 por cento em dezembro. No mês anterior, as vendas haviam crescido 0,4 por cento.

Economistas esperavam que as vendas subissem 0,1 por cento em dezembro. O desempenho de 2013 mostrou crescimento das vendas no varejo de 4,2 por cento.

Um outro relatório do Departamento do Trabalho mostrou que os preços de importados ficaram inesperadamente estáveis em dezembro, sem dar sinais de pressões inflacionárias de importação.

A inflação doméstica continua a ter tendência de baixa e a falta de pressões de preços significa que o Federal Reserve, banco central dos EUA, provavelmente manterá as taxas de juros perto de zero por um tempo, mesmo enquanto reduz suas compras de títulos mensais.

Reportagem de Lucia Mutikani

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