China pede ao FMI para dar mais poder a mercados emergentes

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014 12:11 BRST
 

PEQUIM, 15 Jan (Reuters) - A China pediu ao Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quarta-feira para se ater ao compromisso de conceder mais poder aos mercados emergentes no órgão mundial depois que parlamentares dos Estados Unidos postergaram reformas históricas que dariam maior voz aos países em desenvolvimento.

Os comentários do porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China Hong Lei foram uma crítica indireta aos Estados Unidos, o maior e mais poderoso membro do FMI, onde parlamentares fracassaram na segunda-feira em firmar medidas cruciais de financiamento, apesar de Hong não ter mencionado explicitamente os EUA.

A proposta de orçamento de 1 trilhão de dólares para o governo federal norte-americano não incluiu recursos para o FMI.

O Congresso tem que autorizar o financiamento destinado ao FMI a fim de completar reformas de 2010 que iriam tornar a China o terceiro maior membro do órgão internacional e reorganizar o conselho do FMI para reduzir a predominância da Europa Ocidental.

As mudanças também dariam maior voz a nações como o Brasil e a Índia, refletindo o ímpeto de seu crescimento econômico.

Mas as mudanças tem sido impedidas pela falta de aprovação nos EUA.

"A reforma de participações no FMI é uma importante decisão feita pela organização", disse Hong em coletiva.

"Os membros relevantes da organização devem seriamente implementar a decisão, e honrar e estimular a voz e a representação dos países em desenvolvimento dentro do FMI", acrescentou.

(Reportagem de Sui-Lee Wee, em Pequim, Frank Jack Daniel, em Nova Délhi, e Vincent Lee, em Seul;

 
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hong Lei, durante coletiva de imprensa em Pequim. A China pediu ao Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quarta-feira para se ater ao compromisso de conceder mais poder aos mercados emergentes no órgão mundial depois que parlamentares dos Estados Unidos postergaram reformas históricas que dariam maior voz aos países em desenvolvimento. 7/07/2011. REUTERS/David Gray