BNDES aprova R$10 bi para construção de sondas da Sete Brasil

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014 16:52 BRST
 

SÃO PAULO, 16 Jan (Reuters) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quinta-feira que aprovou apoio financeiro de 10 bilhões de reais para a Sete Brasil, que deve auxiliar na construção de nove sondas de perfuração de poços de petróleo no pré-sal brasileiro.

A Sete Brasil, criada para fornecer sondas para a região do pré-sal, tem um contrato de cerca de 75 bilhões de dólares com a Petrobras para a construção de 28 sondas, a ser executado em 20 anos.

Do montante total, 8,8 bilhões de reais serão financiados à Sete Brasil pelo BNDES, enquanto outros 1,2 bilhão serão investidos pelo braço de participações da instituição, o BNDESPar, por meio da subscrição de debêntures conversíveis em ações a serem emitidas pela holding Sete Brasil Participações.

O financiamento é destinado a apoiar a construção do primeiro grupo de nove sondas de perfuração offshore, parte de uma encomenda de 28 unidades já contratadas pela Petrobras para atuar na exploração das reservas do pré-sal, explicou o BNDES.

As nove sondas, que serão as primeiras a serem entregues, entre 2015 e 2016, segundo nota do BNDES, estão sendo construídas em cinco estaleiros brasileiros: Jurong Aracruz (ES), Estaleiro Atlântico Sul (PE), BrasFels(RJ), Estaleiro Rio Grande (RS) e Estaleiro Enseada Paraguaçu (BA).

"O financiamento do BNDES ajudará a impulsionar o desenvolvimento da indústria de construção naval e da cadeia nacional de fornecedores do setor de óleo e gás, além de contribuir para o atendimento da política de conteúdo local estabelecida pelo governo federal no desenvolvimento de campos de produção de petróleo (conteúdo local mínimo crescente de 55 a 65 por cento)", disse o BNDES.

A Sete Brasil tem como acionistas o Fundo de Investimento em Participações (FIP Sondas), com 95 por cento do capital, e a própria Petrobras, com 5 por cento.

Por sua vez, o FIP Sondas reúne os maiores investidores institucionais do país, incluindo quatro fundos de pensão (Petros, Funcef, Previ e Valia), três bancos de investimentos privados (BTG Pactual, Santander e Bradesco), o FI-FGTS, o fundo de private equity americano EIG e outros investidores locais (Luce Drilling e Lakeshore Partners).

(Por Aluisio Alves e Roberto Samora)