Dólar cai 0,82% e vai abaixo de R$2,35, com BC e expectativa de fluxos positivos

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014 17:11 BRST
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO, 17 Jan (Reuters) - O dólar fechou em forte queda nesta sexta-feira, indo abaixo do patamar de 2,35 reais, ainda reagindo à constante intervenção do Banco Central e à perspectiva de entrada de recursos no curto prazo.

A moeda norte-americana perdeu 0,82 por cento, a 2,3462 reais na venda e teve desvalorização de 0,79 por cento no acumulado da semana, segundo tombo semanal seguido. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,6 bilhão de dólares.

Analistas vêm identificando o nível de 2,35 reais como um importante piso de resistência, pois ao mesmo tempo que não impacta a inflação, não prejudica as exportações.

"O dólar tende a permanecer entre 2,35 e 2,40 reais pelo menos no curto prazo. Agora, no dia a dia, oscilações pontuais podem ocorrer ao sabor das notícias", afirmou o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

Investidores estão atentos à presença do BC no mercado de câmbio, entendendo que a autoridade monetária não deixará o dólar subir demais para não pressionar os preços por meio do encarecimento de produtos importados.

A autoridade monetária deu continuidade nesta sessão às atuações diárias, vendendo a oferta total de 4 mil swaps cambiais tradicionais --equivalentes a venda futura de dólares-- com vencimento em 1º de setembro de 2014, em operação com volume financeiro de 197,9 milhões de dólares. O BC ofertou também contratos com vencimento em 2 de maio, mas não vendeu nenhum.

Além disso, colocou a oferta integral de 25 mil swaps na segunda etapa de rolagem dos contratos que vencem em 3 de fevereiro. Com isso, já rolou pouco mais de 20 por cento do lote total, equivalente a 11,028 bilhões de dólares.

"O pessoal continua vendo necessidade de manter o 'hedge'. Este é um ano complicado: o fluxo cambial está negativo e deve continuar negativo (no longo prazo). O fato de o dólar ter caído um pouco recentemente não muda esse cenário", afirmou o operador de câmbio da corretora Renascença, José Carlos Amado.   Continuação...