17 de Janeiro de 2014 / às 19:58 / 4 anos atrás

Bovespa tem 2a queda seguida após dado decepcionante da atividade econômica

(Corrige no segundo parágrafo para esclarecer que Ibovespa renovou mínima em cinco meses, não cinco anos)

SÃO PAULO, 17 Jan (Reuters) - A Bovespa ampliou as perdas da véspera e fechou em queda nesta sexta-feira, com o mercado reagindo ao resultado pior que o esperado da atividade econômica em novembro e pressionado por ações do setor financeiro e da mineradora Vale.

O Ibovespa cedeu 1,04 por cento, a 49.181 pontos, renovando a cotação mínima de fechamento em cinco meses. Na semana, o índice perdeu 1 por cento, ampliando a queda no mês para 4,51 por cento.

O giro financeiro da bolsa no pregão totalizou 5,2 bilhões de reais.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) teve contração de 0,31 por cento em novembro ante o mês anterior, decepcionando o mercado, que esperava queda de 0,10 por cento, segundo pesquisa Reuters.

Também corroborando preocupações sobre a economia doméstica, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou novo levantamento mostrando que a taxa média de desemprego do Brasil no primeiro semestre de 2013 ficou em 7,7 por cento.

"A bolsa rompeu os 50 mil pontos, teve uma queda considerável, e estabilizou abaixo deste patamar esperando outras notícias. No nível em que está, qualquer notícia negativa tem um efeito forte", afirmou o analista Leandro Silvestrini, da Intrader.

A Vale e Itaú Unibanco, que têm grande peso no Ibovespa, foram as maiores influências de queda do dia.

Carro-chefe no mercado de derivativos, a ação preferencial da Petrobras também fechou no negativo após um dia de volatilidade, em meio à zeragem de posições de investidores antes do vencimento dos contratos de opções sobre ações, cujo exercício ocorre na próxima segunda-feira.

Por sua vez, as empresas do setor imobiliário PDG Realty e Brookfield apareceram entre as maiores quedas, ao lado da companhia de bens de consumo Hypermarcas e da petroquímica Braskem.

"O IBC-Br veio fraco, mostrando que a economia está tendo dificuldades para crescer. Ao mesmo tempo, o mercado vê que o Banco Central tem que continuar subindo o juro para conter a inflação, o que é um cenário ruim para as ações de construtoras", disse o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno.

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