20 de Janeiro de 2014 / às 11:45 / 4 anos atrás

Dilma diz que governo se esforça para pôr inflação no centro da meta

Presidente Dilma Rousseff fala com jornalistas durante café da manhã com jornalistas em Brasília, 18 de dezembro de 2013. Dilma disse nesta segunda-feira que seu governo tem feito um "grande esforço" para que a inflação convirja para o centro da meta estabelecida pelo governo, que é de 4,5 por cento ao ano. 18/12/2013 REUTERS/Ueslei Marcelino

20 Jan (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que seu governo tem feito um “grande esforço” para que a inflação convirja para o centro da meta estabelecida pelo governo, que é de 4,5 por cento ao ano.

Em entrevista para rádios de Minas Gerais, Dilma disse ainda que manterá os esforços de manutenção da solidez dos fundamentos econômicos. Segundo ela, esta é uma preocupação sua desde que assumiu o governo em 2011 e não apenas por este ser um ano eleitoral.

“Nós estamos fazendo um esforço grande para fazer a inflação convergir para o centro da meta”, disse a presidente,

“Desde 2011 nós estamos ali lutando e batalhando diariamente, primeiro para manter os fundamentos econômicos sólidos e segundo para garantir investimento em políticas sociais. Esse é o desafio, não por conta da eleição, em qualquer momento, em qualquer segundo, em qualquer minuto.”

Desde que Dilma assumiu a Presidência em janeiro de 2011, a inflação oficial, medida pela Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), tem se mantido próxima do teto da meta, que é de 6,5 por cento.

A alta dos preços bateu o teto da meta em 2011 para recuar no ano seguinte, ficando em 5,84 por cento. No ano passado, no entanto, ela voltou a acelerar um pouco fechando o ano em 5,91 por cento.

Pesquisa feito pelo Banco Central junto ao mercado divulgada nesta segunda apontou expectativa de inflação de 6,01 por cento em 2014.

Durante a entrevista, a presidente também comentou os esforços do governo para cumprir a meta de superávit primário e pediu participação de Estados e municípios no cumprimento das metas fiscais.

“Nós cumprimos o superávit primário de 75 bilhões de reais e queremos muito que os governos estaduais, que os governos municipais participem deste esforço de robustez fiscal que é necessário para o Brasil”, disse.

Dilma também fez uma breve avaliação do cenário econômico externo e disse esperar que os efeitos do fim dos estímulos econômicos dados pelo banco central dos Estados Unidos à economia norte-americana sejam menos severos do que se pensava.

“Quando os Estados Unidos saem do programa de expansão monetária, houve uma flutuação para todo mundo, para nós também, mas está estabilizando. E eu acho que será muito menos dramático do que se pensou no início”, comentou.

Por Eduardo Simões

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