Economistas elevam previsão da Selic em 2014 a 10,75% mas veem inflação resistente

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014 13:23 BRST
 

SÃO PAULO, 20 Jan (Reuters) - Economistas de instituições financeiras elevaram a projeção para a Selic neste ano a 10,75 por cento após o Banco Central ter mantido o ritmo de aperto monetário na semana passada, mas continuam vendo resistência da inflação em torno de 6 por cento.

Diante de uma inflação em níveis altos, o Copom elevou na última quarta-feira a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 10,50 por cento ao ano, mas indicou que o ciclo pode estar perto do fim ao incluir a expressão "neste momento" no comunicado.

A pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira mostrou que por enquanto a projeção é de manutenção do juro básico no atual patamar na reunião de fevereiro do Comitê de Política Monetária (Copom), subindo mais 0,25 ponto percentual em abril.

O mercado aguarda agora a divulgação da ata da reunião, na quinta-feira, em busca de mais detalhes sobre o futuro da política monetária.

Para 2015 o Focus aponta expectativa de que a Selic encerrará a 11,50 por cento, inalterado ante a pesquisa anterior.

Já a mediana das estimativas do Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções nesse período, passou a ver um aperto monetário ainda maior neste ano, com expectativa de que o juro básico encerrará a 11,50 por cento, ante 11,25 por cento anteriormente.

De acordo com os dados do BC, neste caso a projeção é de alta de 0,25 ponto percentual em fevereiro e mais 0,25 ponto em outubro, após um eventual segundo turno da eleição presidencial, chegando a 11,50 por cento em dezembro.

Para 2015 a perspectiva do Top-5 foi mantida em 11,50 por cento.

INFLAÇÃO RESISTENTE   Continuação...

 
Homem passa por logo do Banco Central na sede da instituição, em Brasília, 15 de janeiro de 2014. Economistas de instituições financeiras elevaram a projeção para a Selic neste ano a 10,75 por cento após o Banco Central ter mantido o ritmo de aperto monetário na semana passada, mas continuam vendo resistência da inflação em torno de 6 por cento. 15/01/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino