20 de Janeiro de 2014 / às 12:52 / 4 anos atrás

Crescimento chinês fica perto de nível mais baixo em 14 anos

Funcionário ao lado de bobinas de aço dentro de fábrica em Dalian, na província de Liaoning, China, 18 de outubro de 2013. O crescimento econômico da China por pouco não atingiu em 2013 a mínima em 14 anos, embora alguns economistas digam que a desaceleração será inevitável neste ano, à medida que autoridades e investidores se preparam para reformas difíceis. 18/10/2013China Daily

Por Kevin Yao e Aileen Wang

PEQUIM, 20 Jan (Reuters) - O crescimento econômico da China por pouco não atingiu em 2013 a mínima em 14 anos, embora alguns economistas digam que a desaceleração será inevitável neste ano, à medida que autoridades e investidores se preparam para reformas difíceis.

A chance de que a segunda maior economia do mundo possa desacelerar nos próximos meses foi reiterada nesta segunda-feira por dados que mostraram enfraquecimento do avanço do investimento e da produção industrial nos últimos meses do ano passado.

A perda de ímpeto limitou o crescimento anual da China em 7,7 por cento, mínima em seis meses, no trimestre de outubro a dezembro, uma desaceleração que, segundo alguns analistas, pode se aprofundar neste ano conforme o país suporta o fardo de curto prazo de reorganizar seu modelo de crescimento para o benefício no longo prazo.

O crescimento anual em 2013 foi de 7,7 por cento, inalterado ante 2012 e apenas levemente acima das expectativas do mercado por ritmo de expansão de 7,6 por cento, que teria sido o mais lento desde 1999.

Após 30 anos de crescimento econômico vigoroso de dois dígitos que tirou muitos milhões de chinesas da pobreza mas que também devastou o meio-ambiente, a China quer mudar o tom ao abraçar o desenvolvimento sustentável e de maior qualidade.

Isso significa reduzir a intervenção governamental para permitir que os mercados financeiros tenham maior participação na alocação de recursos, e promover o consumo doméstico ao custo de investimentos e exportações.

Dados desta segunda-feira da Agência Nacional de Estatísticas mostraram que a economia da China de 56,9 trilhões de iuanes (9,4 trilhões de dólares) ainda está muito dependente do investimento para crescer.

A formação de capital representou 54 por cento do crescimento econômico da China no ano passado, superando a porção de 50 por cento do consumo. As exportações líquidas, por outro lado, reduziram 4,4 por cento do crescimento geral.

"Não vejo nenhuma evidência de requilíbrio no ano passado", disse o economista Tim Condon, do ING em Cingapura.

Porém, há sinais de que Pequim quer controlar o investimento.

Para 2013 como um todo, o investimento em ativos fixos aumentou 19,6 por cento, o menor avanço em pelo menos 10 anos e logo abaixo das estimativas por crescimento de 19,8 por cento.

O investimento ambicioso pelos governos chineses locais que soma cerca de 3 trilhões de dólares em dívida tem estado na dianteira do impulso de investimento da China nos últimos anos, uma tendência que tem que analisada, disse o chefe da agência de estatísticas chinesa, Ma Jiantang.

"Em 2014, eu acredito que as reformas continuarão a ser as principais forças propulsoras para o crescimento econômico", acrescentou Ma.

BOM DESEMPENHO

A leve desaceleração do crescimento da China é vista pela maioria dos especialistas como algo inevitável, à medida que o país muda para o desenvolvimento de melhor qualidade.

"De modo geral, a economia chinesa está tendo bom desempenho durante sua fase de ajuste", disse o economista-chefe para a China da IHS Global Insight, Brian Jackson.

Porém, não restam muitas dúvidas de que a economia chinesa está perdendo fôlego.

O crescimento da produção industrial ficou em 9,7 por cento em dezembro ante o ano anterior, mínima em cinco meses, na medida em que as fábricas lutaram com demanda interna e externa mais fracas.

Uma minoria de analistas preveem que a economia da China possa acelerar neste ano, frustrando a crença predominante de que o crescimento irá se enfraquecer para abrir espaço para as reformas.

O Deutsche Bank espera que o crescimento chinês acelere para 8,6 por cento neste ano, enquanto o RBS vê 8,2 por cento.

Fontes dos principais institutos de pesquisa disseram à Reuters que o governo provavelmente deve manter sua meta de 7,5 por cento de crescimento econômico novamente em 2014.

Reportagem adicional de Shao Xiaoyi e Jonathan Standing

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