FMI reduz projeção de crescimento do Brasil em 2014 a 2,3%

terça-feira, 21 de janeiro de 2014 15:28 BRST
 

Por Camila Moreira e Anna Yukhananov

SÃO PAULO/WASHINGTON, 21 Jan (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu nesta terça-feira sua projeção de crescimento econômico para o Brasil em 2014 a 2,3 por cento, sobre 2,5 por cento estimados anteriormente, destacando cenário doméstico de inflação alta, aperto da política monetária e problemas com investimentos.

De acordo com o relatório Perspectiva Econômica Mundial, a estimativa do FMI sobre a atividade brasileira para 2015 também sofreu corte, a 2,8 por cento, ante 3,2 por cento em outubro.

"Existem condições cíclicas, no sentido de que a inflação estava na ponta mais alta da banda da meta... O Banco Central elevou a taxa de juros com força, o que achamos que vai pesar sobre o investimento", avaliou o chefe da divisão de estudos econômicos mundiais do FMI, Thomas Helbling.

Com a resistência da inflação em níveis altos, o BC deu início em abril passado ao ciclo de aperto monetário que tirou a Selic da mínima histórica de 7,25 por cento para os atuais 10,50 por cento. Ainda assim, o IPCA encerrou 2013 com alta de 5,91 por cento, perto do teto da meta oficial, que é de 4,5 por cento com tolerância de 2 pontos percentuais.

Helbling ainda destacou questões estruturais no Brasil, destacadamente gargalos de oferta em investimentos e infraestrutura públicos.

"E acho que veremos necessidade de lidar com essas questões para que o crescimento possa acelerar com força no Brasil", completou ele.

Para 2013, o FMI também reduziu sua estimativa sobre o crescimento do Brasil, a 2,3 por cento, ante 2,5 por cento na divulgação de outubro.

No terceiro trimestre de 2013, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou contração de 0,5 por cento sobre os três meses anteriores e, sobre um ano antes, houve expansão de 2,2 por cento no período.   Continuação...