21 de Janeiro de 2014 / às 21:01 / 4 anos atrás

Fatores da queda do minério na China são transitórios, diz Vale

BRASÍLIA, 21 Jan (Reuters) - Os fatores por trás de uma recente queda nos preços do minério de ferro na China, para uma mínima de mais de seis meses no mercado à vista, são “transitórios”, disse nesta terça-feira o presidente da Vale, Murilo Ferreira.

“Os fundamentos continuam sólidos na economia chinesa, houve recentemente uma política de concessão de crédito mais dura, e certamente as siderúrgicas foram atingidas...”, disse Ferreira a jornalistas após reunião no Ministério de Minas e Energia.

A China é o maior comprador de minério de ferro do mundo, enquanto a Vale é a principal produtora global dessa commodity.

De acordo com Ferreira, aqueles fatores que estão pressionando os preços não são permanentes.

“As empresas acabam trabalhando com nível de estoques mais baixos, mas é uma posição transitória”, declarou.

O minério com 62 por cento de teor de ferro para entrega imediata na China .IO62-CNI=SI, uma referência do mercado, caiu 1,3 por cento nesta terça-feira, para 123,20 dólares por tonelada, menor patamar desde 8 de julho, segundo dados compilados pelo Steel Index.

PROJETOS

O presidente da Vale disse que o projeto de minério de ferro S11D, na Serra Sul de Carajás, no Pará, está “a todo vapor”.

“A parte da mina, já completamos 48 por cento”, disse o executivo, referindo-se ao principal projeto da mineradora.

O executivo também falou sobre o projeto do corredor logístico de Nacala, em Moçambique, mantendo previsões para o início das atividades.

“Pretendemos passar com o primeiro vagão no último trimestre deste ano e ter o primeiro embarque no porto de Nacala no primeiro trimestre de 2015”, disse a jornalistas, após reunião com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Ferreira disse que conversou com o ministro sobre a situação do projeto Carnalita, destinado a produzir potássio em Sergipe.

Segundo o presidente da Vale, está havendo uma divergência entre os municípios de Japaratuba e Capela sobre a divisão dos tributos com o projeto.

“Os dois municípios estão tendo dificuldades para encontrar uma convivência sobre os benefícios que vão caber a cada um”, disse.

Por Leonardo Goy

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