22 de Janeiro de 2014 / às 10:14 / 4 anos atrás

Kuroda, do BC do Japão, descarta necessidade de mais afrouxamento

Presidente do banco central do Japão, Haruhiko Kuroda, ouve pergunta de um repórter durante coletiva de imprensa na sede do banco, em Tóquio. Kuroda descartou nesta quarta-feira a necessidade de mais afrouxamento monetário uma vez que os preços caminham para a meta de inflação e as economias internacionais se recuperam, refreando as expectativas de mais estímulo para compensar o impacto do aumento em abril do imposto sobre vendas. 22/01/2014.Yuya Shino

Por Leika Kihara e Stanley White

TÓQUIO, 22 Jan (Reuters) - O presidente do banco central do Japão, Haruhiko Kuroda, descartou nesta quarta-feira a necessidade de mais afrouxamento monetário uma vez que os preços caminham para a meta de inflação e as economias internacionais se recuperam, refreando as expectativas de mais estímulo para compensar o impacto do aumento em abril do imposto sobre vendas.

O banco central deixou inalterada a política monetária e manteve suas estimativas otimistas de inflação, destacando as expectativas de que uma recuperação do crescimento econômico continuará a se ampliar.

O iene fraco, que infla os custos de importação, tem ajudado o Japão a avançar na direção da meta de inflação do BC de 2 por cento, com os preços em novembro registrando alta de 1,2 por cento ante o ano anterior.

Embora os mercados estejam bastante céticos de que a inflação irá acelerar mais, os recentes aumentos de preços e sinais de força econômica levaram os membros do banco central a mostrar mais certeza de que o Japão está no caminho de atingir a meta.

"É claro, pode haver riscos tanto para cima quanto para baixo à estimativa de preços do BC, mas tais riscos não tem se materializado, e se esse for o caso a política atual continuará", disse Kuroda em entrevista à imprensa.

O BC anunciou um forte programa de estímulo no início de 2013 e prefere não fazer novo afrouxamento a menos que a alta no imposto sobre vendas em abril provoque mais danos do que o esperado.

Em sua reunião encerrada nesta quarta-feira, o BC manteve, como era amplamente esperado, seu compromisso de elevar a base monetária a um ritmo anual de 60-70 trilhões de ienes (577-673 bilhões de dólares) através de agressivas compras de ativos.

Em revisão trimestral de suas estimativas de longo prazo, o BC manteve a perspectiva de que o núcleo da inflação ao consumidor atingirá 1,3 por cento no ano fiscal que começa em abril e irá acelerar para 1,9 por cento no ano seguinte.

"A economia do Japão continua a se recuperar moderadamente com os consumidores gastando recentemente antes do aumento do imposto sobre vendas", disse o banco central, acrescentando que espera que a inflação ao consumidor fique em torno de 1,0 a 1,5 por cento por enquanto.

Reportagem adicional de Tetsushi Kajimoto e Kaori Kaneko

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