Movimentos em shoppings caem até 25% em dias de 'rolezinho', diz Alshop

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014 10:03 BRST
 

SÃO PAULO, 22 Jan (Reuters) - A associação brasileira de lojistas de shoppings, Alshop, estimou nesta quarta-feira que o movimento nos estabelecimentos em dias de "rolezinhos" -- encontros de jovens adolescentes organizados nas redes sociais -- tenha caído pelo menos 25 por cento, afetando o faturamento das lojas.

"Tivemos reclamações de vendedores dentro dessas lojas, com comissões diminuindo", disse o presidente da associação, Nabil Sahyoun, sem precisar o impacto financeiro estimado pela entidade.

Em coletiva de imprensa, ele afirmou que os "rolezinhos" afetam a atividade do varejo, ressalvando, por outro lado, "que as manifestações de junho do ano passado trouxeram muito mais prejuízo do que esses movimentos que acontecem hoje".

Sahyoun acrescentou que a orientação dada aos shoppings é que permitam a livre entrada de pessoas. Diante dos "rolezinhos", os empreendimentos decidem individualmente como agir. "Cada um tem seu critério para permitir a ocorrência ou não. Com 'rolezinho' de 30 a 40 pessoas, alguns podem optar por manter (as portas abertas)", disse.

Com mais gente, afirmou Sahyoun, os centros de compra podem optar pelo fechamento para não terem que responder por problemas ocorridos em "evento de 1 mil, 2 mil pessoas".

Separadamente, os shoppings evitam comentar sobre os prejuízos causados pelos encontros dos jovens. No domingo, o shopping Leblon, no Rio de Janeiro, administrado pela Aliansce, decidiu não abrir as portas depois que um "rolezinho" foi marcado naquela data.

A assessoria de imprensa do empreendimento não deu informações sobre prejuízos, limitando-se a informar que o shopping recebe, em média, 700 mil visitantes ao mês. Mas que ao domingos o número costuma ser menor, já que o shopping abre mais tarde, às 15h.

O shopping Itaquera, em São Paulo, informou que já investiu 300 mil reais em segurança, treinamento e advogados por causa dos encontros, valor que não estava previsto em seu plano de negócios. No dia 11, a Polícia Militar reprimiu um "rolezinho" no local com gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Entre outros empreendimentos onde ocorreram os encontros estão o JK Iguatemi, da Iguatemi, Shopping Campo Limpo, da Sonae Sierra, Internacional Shopping Guarulhos, da General Shopping e Plaza Niterói, da BR Malls.   Continuação...

 
Um aviso para frequentadores do Shopping Leblon visto em uma de suas portas durante um "rolezinho" no Rio de Janeiro. A associação brasileira de lojistas de shoppings, Alshop, estimou nesta quarta-feira que o movimento nos estabelecimentos em dias de "rolezinhos" -- encontros de jovens adolescentes organizados nas redes sociais -- tenha caído pelo menos 25 por cento, afetando o faturamento das lojas. 19/01/2014 REUTERS/Ricardo Moraes