Ex-executivo do Goldman Sachs Fabio Bicudo será novo CEO da Eneva

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014 16:08 BRST
 

Por Guillermo Parra-Bernal

SÃO PAULO, 22 Jan (Reuters) - A geradora de energia Eneva nomeou o ex-executivo do Goldman Sachs Fabio Bicudo como presidente-executivo, disse uma fonte com conhecimento direto da situação nesta quarta-feira.

Bicudo deixou o Goldman Sachs nesta semana depois de uma temporada de quatro anos, a sua segunda na empresa. Em março passado, ele virou co-chefe de banco de investimentos do Goldman ao lado de Antonio Pereira, como parte de uma reestruturação que se seguiu a uma injeção de capital e uma mudança com foco em produtos de clientes de maior margem.

A Eneva não quis comentar. A Reuters não conseguiu contato com Bicudo por meio de ligações para seu telefone celular.

Antes conhecida como MPX, a Eneva é controlada em conjunto pela E.ON, maior concessionária da Alemanha, e o magnata Eike Batista. O Goldman Sachs era o principal assessor da E.ON para o investimento na MPX, que a empresa alemã renomeou como Eneva após alcançar fatia de 37,9 por cento na companhia por meio de uma série de compras de ações de Eike.

A E.ON mirou o Brasil buscando crescimento após a aplicação de regras ambientais mais rígidas na Alemanha e o impacto da crise econômica da Europa nos últimos cinco anos. No entanto, a aposta da E.ON na Eneva ficou cara: as ações da empresa com sede no Rio de Janeiro caíram 74 por cento desde que a E.ON comprou uma participação, em janeiro de 2012.

Os analistas prevêem que a Eneva, que tem 2.400 megawatts de capacidade instalada com mais 524 MW em construção, tenha registrado um prejuízo líquido de 666 milhões de reais no ano passado, segundo a Thomson Reuters StarMine.

A fonte, que falou em condição de anonimato, se recusou a dizer quando Bicudo começará na Eneva. Atualmente, Eduardo Karrer acumula os cargos de diretor presidente e de Relações com Investidores da empresa.

A partida de Bicudo do Goldman ocorre após uma enxurrada de altos executivos deixarem a unidade brasileira no ano passado, em meio à uma atividade de assessoria financeira minguante. Alguns desses executivos incluem o executivo do banco de investimento Rodrigo Mello e Adriano Koelle, da divisão de gestão de fortunas, disse a fonte.