January 23, 2014 / 7:53 PM / 3 years ago

Ibovespa cai 2% após Pimco criticar Brasil e contração da indústria chinesa

3 Min, DE LEITURA

SÃO PAULO, 23 Jan (Reuters) - A Bovespa caiu forte nesta quinta-feira, após dados apontarem contração da indústria da China e a gestora de fundos Pimco aconselhar investidores a serem cautelosos com o Brasil.

O Ibovespa perdeu 1,99 por cento, a 48.320 pontos, para nova mínima de fechamento desde o início de agosto. O giro financeiro do pregão totalizou 6,8 bilhões de reais.

Em artigo publicado nesta quinta-feira, a Pimco, maior gestora de bônus do mundo, disse que embora existam ativos atrativos no Brasil, a instauração da "ordem" no mercado financeiro local é incerta a menos que políticas efetivas sejam restauradas.

"O relatório está batendo bastante na política econômica do governo e traz mau humor do mercado com o Brasil", disse o analista de renda variável João Pedro Brugger, da Leme Investimentos.

Co-responsável pela equipe de gestores do portólio de emergentes da Pimco, Michael A. Gomez afirmou que, com os mercados emergentes enfrentando volatilidade conforme o banco central norte-americano reduz seu programa de estímulo e antes das eleições presidenciais brasileiras em outubro, o aumento de investimentos no Brasil por parte de investidores não dedicados a mercados emergentes deve ser moderado.

Antes desse relatório, a Bovespa já recuava, em dia negativo para as bolsas internacionais e com ações ligadas a commodities afetadas pela primeira contração da atividade industrial da China em seis meses.

O PMI preliminar do Markit/HSBC da China caiu para 49,6 em janeiro ante 50,5 em dezembro, abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração.

A ação preferencial da mineradora Vale, que tem na China seu maior cliente, fechou em queda de 2,63 por cento, enquanto as siderúrgicas CSN e Usiminas apareceram entre as dez maiores quedas.

Por sua vez, a preferencial da blue chip Petrobras perdeu 2,34 por cento.

Das 72 ações do Ibovespa, somente 8 fecharam o pregão no azul, com apenas 3 delas registrando alta superior ou igual a 1 por cento. O destaque positivo foi a Brookfield Incorporações, que disparou 18,92 por cento.

Operadores que preferiram não se identificar atribuíram a alta a especulações de que a companhia poderia realizar uma oferta pública de aquisição e fechar capital, num momento em que se encontra altamente endividada.

Por Priscila Jordão

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