Países fazem fila para comprar gás natural dos EUA

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014 14:29 BRST
 

Por Oleg Vukmanovic e Edward McAllister

LONDRES/NOVA YORK, 24 Jan (Reuters) - Países em todo o mundo assinaram discretamente acordos nos últimos meses para importar gás natural dos Estados Unidos, revelando um crescente apetite pelo combustível em meio ao salto na produção norte-americana.

Até uma dúzia de acordos de longo prazo, cada um no valor de bilhões de dólares, foram assinados a portas fechadas com empresas da China, Japão, Taiwan, Espanha, França e Chile, uma vez que a demanda global cresce, de acordo com fontes de indústrias e tradings.

Através dos acordos, a China particularmente emergiu como um dos maiores beneficiários do gás natural norte-americano barato, que nos próximos anos será canalizado para plantas da Costa do Golfo e liquefeito para embarque ao exterior em navios-tanque.

Os acordos não anunciados, que correspondem cerca de 2 por cento do fornecimento diário dos EUA, não são os primeiros deste tipo e dependem da aprovação do governo dos EUA para construir duas novas plantas de gás natural liquefeito (GNL).

O número de novos compradores, e seu alcance global, mostra como os Estados Unidos estão tomando medidas para tornarem-se um importante polo de exportação e passar à frente dos rivais como Austrália e África Oriental, atraindo com sucesso compradores asiáticos, mesmo antes de começar a construção projetos.

A competição global pode espremer as margens de lucro em algumas exportações de gás dos EUA.

Empresas como a BP, da Grã-Bretanha, e a francesa GDF Suez, já se comprometeram em pegar GNL dos Estados Unidos estão agora buscando compradores dispostos a assumir parcelas desta oferta.

"Como vemos mais contratos sendo assinados, é uma indicação de que os EUA têm o gás natural realmente barato que vai ajudar a suprir o mercado global", disse Jason Bordoff, diretor do Centro de Política Energética Global na Universidade de Columbia.   Continuação...

 
Um posto de combustível de GNV da Blu em Salt Lake City, Utah. Países em todo o mundo assinaram discretamente acordos nos últimos meses para importar gás natural dos Estados Unidos, revelando um crescente apetite pelo combustível em meio ao salto na produção norte-americana. 13/03/2013 REUTERS/Jim Urquhart