Em Davos, Dilma diz que países emergentes manterão papel estratégico

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014 16:16 BRST
 

24 Jan (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira que o papel dos países emergentes continuará a ser estratégico para a economia mundial, durante discurso em sua primeira participação no Fórum Econômico Mundial em Davos como chefe de Estado.

"Ainda que as economias desenvolvidas mostrem claros indícios de recuperação, as economias emergentes continuarão a desempenhar um papel estratégico", disse Dilma, para quem "é apressada a tese segunda a qual, depois da crise, as economias emergentes serão menos dinâmicas".

"Estamos falando dos países com as maiores oportunidades de investimento e de ampliação do consumo", acrescentou, listando que há demanda por infraestrutura diversificada nessas nações e processo de mobilidade social.

"Serão muito dinâmicas porque lá estão grandes oportunidades, até porque os fluxos atuais de investimento e comércio e as elevadas taxas de emprego e o horizonte de oportunidades destas economias apontam em outra direção, na direção das oportunidades", argumentou.

O discurso da presidente no Fórum Econômico Mundial acontece num momento de forte aversão de investidores a ativos de países emergentes.

No Brasil, o dólar superou o patamar de 2,40 reais na quinta-feira, no maior nível em cinco meses, e o principal índice de ações da Bovespa caiu 2 por cento. Nesta sexta, o dólar chegou a subir 1,3 por cento na máxima, mas perdeu força à tarde e operava perto da estabilidade. O Ibovespa recuava.

Dilma aproveitou o discurso para reiterar o compromisso de seu governo com os fundamentos macroeconômicos e convocou investidores a colocar dinheiro no Brasil.

"O controle da inflação e o equilíbrio das contas públicas são requisitos essenciais para assegurar a estabilidade", afirmou. "A inflação no Brasil permanece sob controle... Os resultados obtidos até aqui estão dentro do intervalo admitido por este regime monetário. Reitero que buscamos com determinação a convergência para o centro da meta inflacionária."

Ao defender as contas públicas, que têm sido alvo de críticas pela falta de clareza do governo, a presidente disse que a responsabilidade fiscal "é um princípio basilar da nossa visão de desenvolvimento econômico e social" e que "as despesas correntes do governo federal estão sob controle".   Continuação...

 
Presidente Dilma Rousseff durante discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Dilma afirmou nesta sexta-feira, em discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça), que os países emergentes continuarão a ter papel estratégico no cenário mundial, ressaltando que o Brasil precisa e quer investimentos privados, nacionais e externos. 24/01/2014. REUTERS/Ruben Sprich