Wall St fecha em queda por temores com mercados emergentes

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014 21:03 BRST
 

Por Caroline Valetkevitch

NOVA YORK, 24 Jan (Reuters) - As ações dos Estados Unidos fecharam em queda nesta sexta-feira pela segunda sessão seguida e o S&P 500 registrou sua pior semana desde junho de 2012, por conta da venda generalizada de ativos de mercados emergentes que fomentou a queda nos mercados acionários globais.

O Dow Jones recuou 1,96 por cento, para 15.879 pontos, o S&P 500 perdeu 2,09 por cento, a 1.790 pontos, enquanto o Nasdaq fechou em queda de 2,15 por cento, a 4.128 pontos.

Na semana, o Dow Jones caiu 3,5 por cento, o Nasdaq recuou 1,7 por cento e o S&P 500 perdeu 2,6 por cento, ficando abaixo de sua média móvel de 50 dias pela primeira vez desde 9 de outubro. Isso sugere que mais vendas podem ocorrer adiante após o índice fechar 2013 com ganho de 30 por cento.

O declínio S&P 500 na sessão também foi a maior queda percentual diária desde junho de 2013, enquanto o indicador de volatilidade CBOE subiu 32 por cento e registrou seu maior ganho percentual semanal desde maio de 2010.

"Há definitivamente um nervosismo. O mundo está sofrendo de gripe dos mercados emergentes", disse o diretor de negociação de ações da Wedbush Securities, Michael James.

Ativos de mercados emergentes foram atingidos por preocupações sobre a desaceleração do crescimento na China, bem como problemas políticos na Turquia, Argentina e Ucrânia.

Com muitos participantes do mercado esperando que o Federal Reserve decida na próxima semana cortar novamente em 10 bilhões de dólares o estímulo monetário mensal, investidores também temem que as taxas de juros em breve começarão a subir. A reunião do Fed acaba na quarta-feira.

Preocupações sobre o crescimento da China aumentaram na quinta-feira, com a divulgação de números decepcionantes da atividade industrial do país.

A lira turca atingiu um recorde de baixa e o rand sul-africano caiu para o menor nível em cinco anos em relação ao dólar .

O governo da Argentina decidiu relaxar os controles cambiais rígidos, depois que abandonou sua política de intervenção para sustentar a moeda. Isso resultou na mais forte desvalorização da moeda desde a crise financeira de 2002.