Economistas elevam projeção da Selic em 2014 a 11% e cortam a da alta do PIB

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014 10:57 BRST
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO, 27 Jan (Reuters) - Economistas de instituições financeiras elevaram a perspectiva para a Selic neste ano a 11 por cento, mas continuam a ver a inflação acima de 6 por cento ao mesmo tempo em que reduziram a perspectiva de crescimento para baixo de 2 por cento.

A alta de 0,25 ponto percentual na projeção da Selic deste ano, divulgada na pesquisa Focus do Banco Central nesta segunda-feira, ocorre depois de o BC ter destacado a resistência da inflação acima do esperado.

Para a reunião de fevereiro do Comitê de Política Monetária (Copom), os economistas passaram a ver uma alta de 0,25 ponto percentual, ante expectativa anterior de manutenção do atual patamar de 10,50 por cento. Mais uma alta de 0,25 ponto percentual é esperada em dezembro.

Na ata da reunião em que elevou a taxa básica de juros em 0,50 ponto, o BC piorou seu cenário para a inflação e voltou a reforçar que é "apropriada" a continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias "ora em curso".

Para 2015, o Focus aponta expectativa de que a Selic encerrará a 11,50 por cento, inalterado ante a semana anterior.

No Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções nesse período, a mediana das expectativas é de que o juro básico encerrará 2014 a 11,50 por cento, também sem alterações.

Os dados do BC mostram que a expectativa do Top-5 é de quatro altas de 0,25 ponto percentual, em fevereiro, abril, outubro e dezembro. Para 2015, a perspectiva do Top-5 foi mantida em 11,50 por cento.

Por outro lado, os economistas reduziram a previsão de crescimento em 2014 a 1,91 por cento, ante 2,0 por cento anteriormente. Para 2015, a expectativa de expansão caiu em 0,30 ponto percentual, a 2,20 por cento.   Continuação...

 
Logotipo do Banco Central fotografado em frente à sede do banco em Brasília. Economistas de instituições financeiras elevaram a perspectiva para a Selic neste ano a 11 por cento, mas continuam a ver a inflação acima de 6 por cento ao mesmo tempo em que reduziram a perspectiva de crescimento para baixo de 2 por cento. 15/01/2014. REUTERS/Ueslei Marcelino