Mitsubishi Heavy negocia para ser fornecedora do F-35, dizem fontes

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014 11:25 BRST
 

TÓQUIO, 27 Jan (Reuters) - A Mitsubishi Heavy Industries está em negociações avançadas para fornecer peças para o caça F-35 à britânica BAE Systems, no que seria o primeiro envolvimento de uma fabricante japonesa em um programa bélico mundial, segundo pessoas com conhecimento das discussões.

Qualquer acerto sobre o acordo depende parcialmente de subsídios de Tóquio para a fabricação de componentes para a fuselagem traseira do caça que a Mitsubishi Heavy está buscando fornecer como subcontratada, disseram as três fontes.

A Mitsubishi Heavy, que fabricou o famoso caça de combate Zero na Segunda Guerra Mundial, já ganhou um contrato de mais de 620 milhões de dólares para a montagem final de 42 jatos F-35 que foram pedidos pelas forças armadas japonesas.

Um acordo para se tornar uma fornecedora de segundo nível do F-35 da Lockheed Martin fortalecerá os laços da Mitsubishi Heavy a um projeto para entregar um caça de combate que os Estados Unidos e seus aliados planejam usar por décadas.

O acordo também marcará uma quebra das barreiras autoimpostas do Japão sobre exportação de produtos militares, em um momento em que o primeiro-ministro Shinzo Abe está promovendo o fortalecimento da autossuficiência das forças armadas japonesas em meio a tensões crescentes com a China.

O ministério da Defesa do Japão e a Mitsubishi Heavy não quiseram comentar. Mark Ritson, um porta-voz da BAE, disse que a companhia está envolvida em discussões sobre oportunidades "potenciais de subcontratação" à Mitsubishi Heavy com a Lockheed Martin. Ele disse que as negociações estão em curso mas não quis comentar sobre detalhes.

(Por Tim Kelly e Nobuhiro Kubo)

 
Foto de arquivo do caça F-35, da Lockheed Martin, carregado com armas externas, sobrevoa o Estado de Maryland, nos EUA. 22/02/2012. A Mitsubishi Heavy Industries está em negociações avançadas para fornecer peças para o caça F-35 à britânica BAE Systems, no que seria o primeiro envolvimento de uma fabricante japonesa em um programa bélico mundial, segundo pessoas com conhecimento das discussões. REUTERS/Lockheed Martin/Handout