Dólar sobe 0,02% ante real após decepção com dados dos EUA

terça-feira, 28 de janeiro de 2014 19:10 BRST
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO, 28 Jan (Reuters) - O dólar fechou com leve alta ante o real nesta terça-feira após dados fracos nos Estados Unidos voltarem a alimentar a aversão ao risco dos investidores, apesar da ação de importantes bancos centrais emergentes para combater o ambiente de mau humor global.

A moeda norte-americana teve pequena variação positiva de 0,02 por cento, a 2,4265 reais na venda, após bater 2,4300 reais na máxima e 2,4044 na mínima do dia. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 720 milhões de dólares.

"O quadro de notícias de hoje não foi tão positivo, com os dados dos EUA. O investidor ficou um pouco mais cauteloso", afirmou o diretor de câmbio da corretora Pioneer, João Medeiros.

As encomendas de bens duráveis dos EUA tiveram queda inesperada em dezembro, assim como uma medida de gastos empresariais planejados em bens de capital, o que pode lançar sombra sobre a perspectiva econômica.

Os indicadores saíram pouco antes da reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, que ocorre na quarta-feira sob a expectativa dos agentes econômicos de que a redução gradual do programa de estímulos continuará. Até lá, avaliam os especialistas, a volatilidade do câmbio deve continuar.

A moeda norte-americana abriu os negócios com quedas mais acentuadas, movimento que se sustentou durante a primeira parte da sessão, com investidores respirando mais aliviados diante das ações dos bancos centrais da Índia e da Turquia, que reduziram a aversão ao riscos em mercados emergentes.

"Houve pressão nos últimos dias de depreciação das moedas emergentes e agora os bancos centrais estão começando a entrar um pouco mais pesado", afirmou o economista-chefe da INVX Global, Eduardo Velho.

O BC da Índia elevou inesperadamente a taxa de juros nesta terça-feira em 0,25 ponto percentual, a 8,0 por cento, afirmando que agora está melhor preparado para lidar com o risco de grandes fugas de capital.   Continuação...