Dilma desautoriza informações sobre meta fiscal e cortes do Orçamento

terça-feira, 28 de janeiro de 2014 22:26 BRST
 

28 Jan (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff desautorizou nesta terça-feira "qualquer" informação sobre o corte no Orçamento deste ano ou sobre a meta fiscal e disse que os números serão anunciados em fevereiro.

Reportagens publicadas na imprensa nesta terça-feira citam possíveis patamares para a meta do superávit primário (economia para pagamento dos juros da dívida pública) deste ano e para o montante dos cortes do Orçamento.

"Eu acho que tem duas coisas que o Brasil não pode continuar fazendo: especulações indevidas. Ninguém do governo falou quanto vai ser cortado nem qual o superávit primário", disse a presidente a jornalistas em Cuba, onde participa da cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

"Quando for a hora e ao longo de fevereiro", disse Dilma ao ser questionada sobre a divulgação, acrescentando ter respondido a empresários durante reunião da semana passada em Davos, na Suíça, que "nós temos um prazo: é fevereiro".

Mais cedo nesta terça-feira, a Casa Civil afirmou por meio de nota que "não existe definição ou decisão a este respeito", enquanto o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o corte do Orçamento, que ainda será definido pelo governo, manterá a solidez fiscal e a estabilidade da dívida líquida brasileira.

Em discurso na abertura da cúpula da Celac, Dilma voltou a defender a importância dos países emergentes para a economia mundial neste momento "pós-crise".

Segundo Dilma, apesar dos sinais de recuperação emitidos pelos países desenvolvidos, "é importante que nós tenhamos a consciência de que nós, as economias em desenvolvimento, as chamadas economias emergentes, continuaremos a desempenhar um papel estratégico".

Dilma afirmou que o período pós-crise e a redução dos estímulos monetários em países desenvolvidos, que geram turbulências na economia internacional, "tornam o tamanho de nossos mercados cada vez mais estratégicos e colocam no centro dos desafios a nossa capacidade de construir, de articular e de criar entre nós ações concretas de cooperação no âmbito da Celac".

INTEGRAÇÃO E CUBA   Continuação...