Tesouro diz que será mais conservador na gestão da dívida pública em 2014

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014 22:55 BRST
 

BRASÍLIA, 29 Jan (Reuters) - O Tesouro Nacional disse nesta quarta-feira que será mais cauteloso este ano na sua estratégia reduzir a participação de títulos atrelados à Selic e alongar o perfil da dívida, diante de um cenário de maior incertezas nos mercados internacionais.

O Tesouro quer evitar ter que sancionar taxas mais altas no mercado e aumentar os vencimentos de curto prazo, caso insista em trocar os títulos com taxas flutuantes --atrelados à Selic- por títulos prefixados, que tem prazo menor.

"Este ano deve ser marcado por uma estratégia que trará progressos, mas que tende a ser mais conservadora em relação aos anos anteriores, evitando-se pressionar o mercado com a finalidade de promover fortes avanços na composição da dívida, diante de um cenário de incertezas globais.", disse o Tesouro em seu Plano Anual de Financiamento da Dívida Pública Federal(PAF) divulgado nesta quarta-feira.

O Tesouro Nacional estabeleceu como meta para o ano manter a parcela da dívida pública prefixada, que fechou 2013 em 42 por cento, entre 40 e 44 por cento do estoque total.

Já para a dívida atrelada à inflação, o objetivo é que fique entre 33 e 37 por cento, contra 34,53 por cento ao fim de 2013.

"O maior desafio para o Tesouro Nacional reside na necessidade de alongamento dos instrumentos com taxas de juros prefixadas (LTN e NTN-F), que atualmente apresentam prazo médio de 1,8 ano", disse o Tesouro no documento.

A meta para o estoque de papéis remunerados pela Selic foi fixada entre 14 e 19 por cento da dívida, ante 19,1 por cento realizados em 2013.

O PAF foi elaborado em cima de um cenário básico que prevê a continuidade do aumento do dinamismo das economias avançadas e redução das emergentes. O Tesouro também trabalhou com dois cenários alternativos, sendo um de possibilidade de redução pronunciada da liquidez global e outro de enfraquecimento da recuperação econômica global. Neste caso, prevê a "adoção de medidas econômicas de caráter anticíclico".

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