Fibria vê demanda dos EUA e da Europa em 2014 com otimismo

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014 14:30 BRST
 

SÃO PAULO, 30 Jan (Reuters) - A Fibria vê com otimismo a perspectiva de demanda de celulose dos Estados Unidos e da Europa, com a recuperação de suas economias, e acredita que as preocupações por uma desaceleração na China são de curto prazo.

"Os volumes para EUA e Europa devem ser bastante bons este ano. E na China, a gente acredita que a preocupação é muito de curto prazo", afirmou o diretor comercial de logística internacional da Fibria, Henri Philippe van Keer, em teleconferência com jornalistas nesta quinta-feira.

A empresa divulgou na noite da véspera um prejuízo líquido de 185 milhões de reais no quarto trimestre, pressionada pelo variação cambial e pelo aumento da despesas com imposto de renda pela adesão ao Refis. A produção de celulose da companhia no período caiu 1 por cento na comparação anual, a 1,358 milhão de toneladas, enquanto as vendas caíram 5 por cento na mesma base de comparação.

Segundo van Keer, as perspectivas para Europa estão melhores que o esperado.

O presidente da fabricante, Marcelo Castelli, acrescentou que a entrada em operação de novas máquinas de papéis no mundo também melhora a perspectiva para demanda em 2014.

"Apesar do início da operação de novas fábricas (de celulose), a previsão de melhora das economias dos EUA e Europa, combinada com novas máquinas de papel que entraram em operação em 2013, devem suportar aumento no nível de demanda", disse ele, durante teleconferência com analistas.

Castelli também afirmou que os impactos que seriam sentidos na demanda com a entrada em operação de novas fábricas do insumo deverão ser sentidos mais tarde do que o esperado inicialmente pela empresa.

Além da fábrica da Suzano no Maranhão, apenas na região do Mercosul o setor tem registrado uma série de novos projetos. A Eldorado Celulose deu início à expansão de fábrica no Mato Grosso do Sul, enquanto a chilena Copec e a finlandesa Stora Enso preparam a entrada em operação de uma unidade no Uruguai.

Questionados sobre as possíveis pressões nos preços de celulose com o aumento da capacidade no setor, os executivos da Fibria ressaltaram que apesar da influência da empresa, uma das líderes na produção de celulose de eucalipto, ela não determina os preços.   Continuação...