Gastos de famílias e comércio impulsionam PIB dos EUA no 4º tri

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014 12:20 BRST
 

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 30 Jan (Reuters) - Robustos gastos das famílias e o aumento das exportações mantiveram a economia dos Estados Unidos em base sólida no quarto trimestre, mas a estagnação dos salários pode reduzir parte do ímpeto no início de 2014.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu em ritmo anual de 3,2 por cento, informou o Departamento do Comércio nesta quinta-feira, em linha com as expectativas.

Embora o resultado tenha desacelerado ante o ritmo vigoroso de 4,1 por cento no terceiro trimestre, foi uma boa notícia frente à perda de 0,3 ponto percentual devido à paralisação parcial do governo ocorrida em outubro e à contribuição muito menor ao crescimento da reposição de estoques pelas empresas.

No começo do trimestre, muitos economistas chegaram a esperar ritmo de crescimento abaixo de 2 por cento, visto que o aumento nos estoques representou grande parte do avanço no período de julho a setembro.

O crescimento no segundo semestre ficou em ritmo de 3,7 por cento, fortemente maior do que 1,8 por cento nos seis primeiros meses do ano. Foi o maior avanço semestral desde o segundo semestre de 2003.

Os gastos do consumidor foram o principal condutor do crescimento do quarto trimestre, mas também houve ajuda de outros segmentos da economia, como o comércio e o investimento empresarial.

O avanço do PIB no quarto trimestre foi divulgado um dia após o Federal Reserve, banco central norte-americano, ter informado que "o crescimento na atividade econômica acelerou nos últimos trimestres".

O Fed anunciou na quarta-feira outra redução em suas compras de títulos mensais.

Os gastos do consumidor avançaram 3,3 por cento, taxa mais acentuada desde o quarto trimestre de 2010. Os gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, cresceram em ritmo de 2 por cento no terceiro trimestre.

A economia no último trimestre de 2013 também contou com o impulso das exportações, graças ao crescimento global mais firme. Isso, juntamente com o declínio importações de petróleo, reduziu o déficit comercial.