Governo central fecha 2013 com primário de R$77 bi; despesas crescem mais

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014 15:22 BRST
 

BRASÍLIA, 30 Jan (Reuters) - O governo central (governo federal, Banco Central e Previdência) registrou superávit primário de 14,532 bilhões de reais em dezembro, acumulando 77,072 bilhões de reais em 2013, cumprindo a meta para o período mas com as despesas crescendo mais do que as receitas.

No mês passado, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira, a receita líquida total caiu 6,7 por cento, encerrando 2013 com expansão de 12,5 por cento e totalizando 991,113 bilhões de reais. As despesas totais, por sua vez, tiveram expansão de 9,1 por cento no mês e de 13,6 por cento no ano passado, chegando a 914,041 bilhões de reais.

No começo deste mês, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já havia anunciado que o resultado primário ficaria em cerca de 75 bilhões de reais em 2013.

A meta de 73 bilhões de reais de superávit primário do governo central para 2013 foi cumprida com folga graças à receita tributária extraordinária de 20,4 bilhões de reais com o Refis e outros 15 bilhões de reais do bônus do leilão para exploração do campo de petróleo de Libra.

O resultado primário de 2013 foi equivalente a 1,60 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e menor do que o visto no ano anterior, quando o superávit ficou em 88,3 bilhões de reais.

O governo tem sido alvo constante de críticas dos agentes econômicos por falta de transparência nas contas públicas e mau gerenciamento dos gastos. Com isso, já houve ameaças de rebaixamento de rating por parte de agências de classificação de risco, que veem ameaças ao comportamento da dívida pública.

O cenário é ainda mais complicado por causa da inflação elevada, que levou o Banco Central a iniciar um ciclo de aperto monetário, e também pela economia que ainda não apresenta sinais mais consistentes de recuperação.

Em todo o ano de 2013, ainda segundo o Tesouro, o investimento feito pelo governo federal atingiu 63,2 bilhões de reais, com alta de 6,4 por cento em comparação a 2012, incluindo o programa Minha Casa Minha Vida.

(Por Luciana Otoni)