31 de Janeiro de 2014 / às 18:15 / 4 anos atrás

Energia de curto prazo bate recorde; térmicas mais caras são acionadas

Por Anna Flávia Rochas

SÃO PAULO, 31 Jan (Reuters) - O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) indicou o acionamento de termelétricas mais caras para semana que vem e o preço da energia de curto prazo bateu recorde com a expectativa de pouca chuva para abastecer reservatórios das hidrelétricas.

O acionamento térmico indicado para a próxima semana é de 15.566 megawatts (MW) médios, considerando também nucleares, sinalizando inclusive o acionamento de usinas que funcionam a óleo diesel, entre as mais caras.

O preço de energia de curto prazo, chamado de Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), para a próxima semana bateu recorde, chegando ao teto fixado para o ano de 822,83 reais por megawatt-hora (MWh), divulgou nesta sexta-feira a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O preço representa uma alta de 69,1 por cento em relação ao PLD médio que vigora nesta semana, de 486,59 reais por MWh.

O valor alcançado é o teto fixado para 2014 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que regulamenta limites mínimo e máximo anualmente. O custo médio marginal de operação do sistema elétrico passou de 481 reais pro MWh nesta semana para 1.065 reais por MWh na próxima semana no Sudeste/Centro-Oeste e Sul, e para 863,47 reais por MWh no Norte e Nordeste.

Os reservatórios das hidrelétricas no país estão em níveis baixos especialmente no Sudeste, que abriga as maiores represas e onde o consumo de energia se mantém forte diante de altas temperaturas que elevam o uso de equipamentos de refrigeração.

Em janeiro, a estimativa de energia que podia ser produzida considerando o regime de chuvas, denominada Energia Natural Afluente (ENA) deve fechar no terceiro menor valor do histórico em 84 anos, segundo o ONS, em 30.434 MWmed.

Para a primeira semana de fevereiro, a expectativa segue de chuvas escassas. “A previsão é de que a passagem de 2 frentes frias ocasionem chuva fraca apenas nas bacias dos rios Uruguai e Jacuí. Nas demais bacias hidrográficas de interesse do Sistema Interligado Nacional predomina a estiagem”, afirmou o ONS no Sumário Executivo do Programa Mensal de Operação para a semana de 1 a 7 de fevereiro.

Os reservatórios na região Sudeste/Centro-Oeste estão fechando o mês em 40,57 por cento de armazenamento, segundo dados do ONS de quinta-feira, nível superior ao de 2013 e aos dos anos críticos de 2000 e 2001 -- mas ainda bem abaixo da média histórica.

O armazenamento também mostra que houve depreciação dos reservatórios do Sudeste em janeiro, já que ao fim de dezembro o nível das represas da região era de apenas 43,18 por cento. No Sul, os reservatórios estão a 58,58 por cento. No Nordeste, o nível é de 42,53 por cento e, no Norte, de 59,99 por cento.

AUMENTO DE CARGA

O ONS estima aumento de 7,1 por cento na carga de energia no sistema elétrico nacional em fevereiro ante mesmo mês de 2013, chegando a 68.973 MW médios. No Sudeste/Centro Oeste, principal centro de carga do país, o aumento deve ser de 5,4 por cento, impulsionado pelo uso intenso de aparelhos de refrigeração e ao aumento da carga industrial.

Nesta semana, ocorreram 4 quebras de recordes seguidas de demanda máxima instântanea de energia no sistema Sudeste/Centro/Oeste, onde a demanda máxima instantânea atingiu 50.014 MW às 15h29 na quinta-feira.

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