Bovespa fecha pregão no azul, mas encerra janeiro com pior desempenho desde junho

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014 18:31 BRST
 

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO, 31 Jan (Reuters) - A Bovespa encerrou esta sexta-feira no azul, mas fechou o mês com o pior desempenho desde junho do ano passado, com especialistas prevendo novas quedas conforme questões internas e externas reduzem a atratividade dos investimentos em renda variável no Brasil.

O Ibovespa encerrou o pregão com variação positiva de 0,84 por cento, a 47.638 pontos, mas emendou a quinta semana consecutivo de queda, com recuo de 0,31 por cento.

A queda acumulada no mês --o terceiro consecutivo de resultado negativo-- foi de 7,5 por cento, quase metade da desvalorização de 15,5 por cento registrada em 2013.

Com os preços bastante pressionados, especialistas consideram provável que a bolsa tenha um repique em breve. Contudo, a tendência ainda é de queda.

"Podemos ver um rali de curto prazo, mas o cenário mais provável é que o índice busque a mínima do ano passado, de 44.100 pontos... Tem muitos estrangeiros tirando dinheiro do Brasil", disse o estrategista da Citi Corretora, Hugo Rosa.

Para ele, o crescimento baixo da economia brasileira, o ciclo de aperto monetário do Banco Central e a desconfiança com a política econômica já traziam mal estar em relação ao Brasil. Porém, o início da normalização da política monetária dos Estados Unidos, que começou com o corte de estímulos do Federal Reserve, banco central do país em dezembro e teve continuidade em janeiro, fez com que estrangeiros tirassem ainda mais dinheiro da Bovespa.

Segundo dados da BM&FBovespa, o saldo de investidores estrangeiros na bolsa estava negativo em janeiro em 739,5 milhões de reais até o dia 29. Somente entre os dias 24 e 28, os estrangeiros tiraram mais de 1 bilhão de reais da bolsa, em meio a uma onda global de aversão ao risco que atingiu países emergentes.

Indicadores mostrando contração na atividade industrial da China neste mês também afetaram a Bovespa, repercutindo em ações expostas ao país asiático como as da Vale. O papel preferencial da mineradora, que tem a China como seu principal cliente, caiu 8,34 por cento no mês.   Continuação...