Ao Congresso, Dilma reitera pacto por responsabilidade fiscal

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014 20:11 BRST
 

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA, 3 Fev (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff aproveitou nesta segunda-feira mensagem encaminhada ao Congresso para relembrar os parlamentares do pacto pela responsabilidade fiscal firmado com eles no final do ano passado e, em resposta, os presidentes da Câmara e do Senado voltaram a afirmar que o Parlamento não tem intenção de prejudicar as contas públicas.

Em sua mensagem, levada ao Congresso pelo novo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, Dilma disse que manterá no quarto ano de seu governo os compromissos com a responsabilidade fiscal e com o controle da inflação, afirmando inclusive que seu governo está determinado a realizar medidas que levam a inflação para o centro da meta.

"Manteremos em 2014 uma gestão das contas públicas compatível com a continuidade da política de profundo compromisso com a responsabilidade fiscal. Para o que contribuirá, entre outras medidas, o pacto que firmamos com as principais lideranças políticas do Congresso Nacional", afirmou a presidente na mensagem lida durante mais de uma hora pelo senador João Vicente Claudino (PTB-PI).

No final de 2013 o governo assinou com lideranças parlamentares um pacto pelo qual deputados e senadores se comprometiam a não aprovar matérias que pudessem impactar nas contas do governo.

A leitura da mensagem marca a abertura dos trabalhos legislativos de 2014, ano que já inicia com dificuldades no Parlamento, pautas polêmicas e um grande volume de matérias a serem votadas em um prazo apertado, por conta da Copa do Mundo do Futebol, em junho, e das eleições, em outubro.

Líderes aliados da Câmara reúnem-se nesta segunda com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, justamente para tentar desatar o nó na pauta de votações.

Os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, também discursaram no evento após a leitura da mensagem de Dilma.

Alves leu um discurso previamente preparado, mas decidiu sair do script para reclamar do que chamou de "cobrança" que estaria sendo feita ao Congresso para que não "arme" as chamadas pautas-bomba --matérias com potencial impacto nas contas do governo.   Continuação...