Café arábica segue NY e fecha em alta de 7% no Brasil por seca, diz Cepea

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014 19:10 BRST
 

SÃO PAULO, 3 Fev (Reuters) - Os preços do café arábica no mercado brasileiro subiram acentuadamente nesta segunda-feira, no embalo da forte alta das cotações de Nova York, que foram sustentas por preocupações relacionadas à seca e ao calor no Brasil, maior produtor global da commodity.

O indicador Cepea/Esalq do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, fechou a 324,65 reais por saca de 60 kg, posto em São Paulo, aumento de 7,03 por cento sobre o valor de sexta-feira.

"O impulso veio do forte aumento verificado nos preços externos da variedade", disse o Cepea em nota.

O contrato com vencimento em março negociado na Bolsa de Nova York (ICE Futures) registrou alta de 8,6 por cento nesta segunda-feira, fechando a 1,3595 dólar por libra-peso.

O vencimento atingiu durante a sessão 1,364 dólar, o maior nível para um primeiro contrato desde maio de 2013.

Especialistas avaliam que o período de estiagem deverá ter impacto negativo na nova safra de café do Brasil, cuja colheita começa em mais alguns próximos meses, mas afirmam que ainda não é possível quantificar as perdas. O mesmo acontece para a safra de cana.

A baixa umidade pode prejudicar o desenvolvimento das lavouras --os cafezais estão em período de granação e de enchimento dos frutos, notou o Cepea.

Integrantes do setor produtivo já falam em efeito da seca também para a safra de 2015.

"Ainda é difícil de quantificar em termos percentuais de quanto será o prejuízo... Considerando as experiências passadas iguais a essa, terá problema nas duas safras (esta e a próxima)", disse o diretor técnico da Cooparaiso, Paulo Sérgio Elias.   Continuação...