Petrobras manterá importação recorde de gás por seca em 2014, dizem fontes

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014 14:54 BRST
 

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 4 Fev (Reuters) - Os volumes recordes de importação de gás pela Petrobras deverão se repetir em 2014, diante da seca prolongada que afeta reservatórios das hidrelétricas e determina o despacho de térmicas a gás, numa situação já vivenciada no ano passado.

As importações de gás natural saltaram de cerca de 36 milhões de metros cúbicos diários em 2012 para a marca histórica de 47 milhões de metros cúbicos por dia em 2013, mostram dados oficiais.

"Do jeito que está o calor, o verão, não tem jeito. Vamos manter o patamar do ano passado e importar bem", disse uma fonte com conhecimento da situação, na condição de anonimato.

Importações no mercado à vista, feitas em geral quando há uma necessidade maior, normalmente são realizadas a valores mais elevados do que aquelas contratadas, o que colabora para aumentar gastos da Petrobras com compras externas de combustíveis, segundo especialistas.

Outra fonte ligada à empresa concorda que a Petrobras deverá no mínimo manter os volumes importados de 2013, podendo até ter de aumentá-los neste ano.

Isso ocorreria porque, além da menor geração por hidrelétricas, há uma maior necessidade de energia pelo crescimento da demanda de os outros segmentos do mercado, segundo a fonte.

ALTA NOS GASTOS

A Petrobras importa gás natural da Bolívia por meio de contrato de longo prazo e também Gás Natural Liquefeito (GNL) de diversas fontes, normalmente no mercado "spot", a preços mais elevados.

A estatal gastou até setembro do ano passado o equivalente a todo o valor desembolsado para comprar gás em todo o ano de 2012, mostram dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).   Continuação...

 
Pessoas caminham em frente à sede da Petrobras no Rio de Janeiro. Os volumes recordes de importação de gás pela Petrobras deverão se repetir em 2014, diante da seca prolongada que afeta reservatórios das hidrelétricas e determina o despacho de térmicas a gás, numa situação já vivenciada no ano passado. 24/09/2010 REUTERS/Bruno Domingos