CORREÇÃO-Recuperação do emprego nos EUA não mostra força em janeiro

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014 13:56 BRST
 

(Corrige histórico de ganhos de empregos em construção no penúltimo parágrafo)

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 7 Fev (Reuters) - Empregadores norte-americanos contrataram muito menos trabalhadores do que o esperado em janeiro e os ganhos de empregos para o mês anterior foram apenas ligeiramente revisados para cima, sugerindo perda de dinamismo na economia mesmo que a taxa de desemprego tenha atingido nova mínima em cinco anos de 6,6 por cento.

A geração de empregos fora do setor agrícola foi de apenas 113 mil, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. Mas com a construção registrando o maior aumento em um ano, o tempo frio não deve ter sido um fator importante em janeiro.

"É uma melhora, mas um número tão fraco assim alimenta preocupações sobre a desaceleração do crescimento dos EUA", disse o analista sênior do Western Union Business Solutions Joe Manimbo.

O segundo mês consecutivo de contratações fracas-- marcado por quedas no varejo, serviços públicos, governo, educação e saúde-- pode ser um problema para o Federal Reserve, o banco central norte-americano, que está reduzindo seu programa de estímulo mensal de compra de títulos.

Esses foram os dois meses de criação de empregos mais fracos em três anos. A geração de empregos em dezembro foi revisada para cima em apenas 1 mil postos, para 75 mil.

Os dados também foram divulgados na esteira de um relatório na segunda-feira mostrando queda inesperada na atividade manufatureira a uma mínima de oito meses em janeiro. A economia cresceu a uma taxa anual robusta de 3,7 por cento no segundo semestre e 2013, alimentando esperanças de que estaria agora no caminho de uma expansão sustentada.

Mas há um dado positivo no relatório. A taxa de desemprego caiu 0,1 ponto percentual, para 6,6 por cento no mês passado, o menor nível desde outubro de 2008. A taxa está agora flertando com o nível de 6,5 por cento que autoridades do Fed disseram que provocaria discussões sobre quando elevar as taxas de juros do atual nível de perto de zero.   Continuação...