7 de Fevereiro de 2014 / às 16:02 / 4 anos atrás

Recuperação do emprego nos EUA não mostra força em janeiro

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 7 Fev (Reuters) - Empregadores norte-americanos contrataram muito menos trabalhadores do que o esperado em janeiro e os ganhos de empregos para o mês anterior foram apenas ligeiramente revisados para cima, sugerindo perda de dinamismo na economia mesmo que a taxa de desemprego tenha atingido nova mínima em cinco anos de 6,6 por cento.

A geração de empregos fora do setor agrícola foi de apenas 113 mil, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. Mas com a construção registrando o maior aumento em um ano, o tempo frio não deve ter sido um fator importante em janeiro.

"É uma melhora, mas um número tão fraco assim alimenta preocupações sobre a desaceleração do crescimento dos EUA", disse o analista sênior do Western Union Business Solutions Joe Manimbo.

O segundo mês consecutivo de contratações fracas-- marcado por quedas no varejo, serviços públicos, governo, educação e saúde-- pode ser um problema para o Federal Reserve, o banco central norte-americano, que está reduzindo seu programa de estímulo mensal de compra de títulos.

Esses foram os dois meses de criação de empregos mais fracos em três anos. A geração de empregos em dezembro foi revisada para cima em apenas 1 mil postos, para 75 mil.

Os dados também foram divulgados na esteira de um relatório na segunda-feira mostrando queda inesperada na atividade manufatureira a uma mínima de oito meses em janeiro. A economia cresceu a uma taxa anual robusta de 3,7 por cento no segundo semestre e 2013, alimentando esperanças de que estaria agora no caminho de uma expansão sustentada.

Esse otimismo está sendo testado, com outros dados em janeiro mostrando desaceleração das vendas de automóveis.

Mas há um dado positivo no relatório. A taxa de desemprego caiu 0,1 ponto percentual, para 6,6 por cento no mês passado, o menor nível desde outubro de 2008. A taxa está agora flertando com o nível de 6,5 por cento que autoridades do Fed disseram que provocaria discussões sobre quando elevar as taxas de juros do atual nível de perto de zero.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de um aumento de 185 mil postos de trabalho no mês passado e que a taxa de desemprego permanecesse em 6,7 por cento.

Mais pessoas ingressaram na força de trabalho, um sinal encorajador para o mercado de trabalho. A taxa de participação, ou a proporção de norte-americanos em idade de trabalho que têm ou buscam um emprego, aumentou para 63 por cento ante 62,8 por cento em dezembro.

"Achamos que o mercado de emprego está melhorando, mas fará isso aos solavancos", disse o diretor de investimentos da Lenox Wealth Advisors, David Carter. "Se o mercado de trabalho continuar enfraquecendo, é provável que o Fed desacelere seus planos de redução."

O setor privado respondeu por todas as contratações em janeiro. O setor público fechou 29 mil vagas, a maior queda desde outubro de 2012.

O setor manufatureiro adicionou 21 mil vagas, crescendo pelo sexto mês consecutivo. As vagas do setor varejista foram reduzidas em 12.900 após fortes aumentos nos meses anteriores, a primeira queda desde março.

O setor de construção se recuperou e acrescentou 48 mil vagas após ter sido pressionado pelas condições climáticas em dezembro. Este foi o maior crescimento desde março de 2007.

A renda média por hora trabalhada cresceu 5 centavos de dólar.

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