Economistas veem Selic maior neste ano, a 11,25%, e inflação menor

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014 12:26 BRST
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO, 10 Fev (Reuters) - Economistas de instituições financeira passaram a ver um aperto maior da política monetária neste ano ao elevarem a projeção para a Selic a 11,25 por cento, e com isso estimam agora a inflação abaixo de 6 por cento.

Na pesquisa anterior, a expectativa para 2014 era de que a taxa básica de juros ficaria em 11,00 por cento. Para 2015, ele passou a ser estimada em 12,00 por cento, contra 11,88 por cento na mediana da semana anterior.

De acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, a perspectiva para a reunião deste mês do Comitê de Política Monetária (Copom) continua sendo de alta de 0,25 ponto percentual na Selic, para 10,75 por cento.

Mais duas altas de 0,25 ponto percentual estão previstas: uma para abril e outra para dezembro, após as eleições presidenciais em outubro. O Copom, segundo a expectativa mostrada no Focus, entraria 2015 elevando a Selic até 12 por cento em abril.

A persistência da inflação em níveis altos levou o BC a iniciar este ano elevando a Selic em 0,50 ponto percentual, para os atuais 10,50 por cento. Em janeiro, o IPCA desacelerou a alta em 12 meses a 5,59 por cento, mas segundo analistas ainda há resistência.

Além disso, a reunião em 25 e 26 de fevereiro terá como pano de fundo a recente onda de mau humor com mercados emergentes e que levou BCs de países como Turquia, Índia e África do Sul a elevarem os juros.

O Focus mostrou ainda que o Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções nesse período, vê aperto monetário ainda maior. A mediana das projeções aponta que a Selic encerrará 2014 a 11,75 por cento e 2015 a 12,25 por cento. Os números repetem as projeções da semana anterior.

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Sede do Banco Central em Brasília. Economistas de instituições financeira passaram a ver um aperto maior da política monetária neste ano ao elevarem a projeção para a Selic a 11,25 por cento, e com isso estimam agora a inflação abaixo de 6 por cento, de acordo com a pesquisa Focus, do Banco Central. 22/09/2011. REUTERS/Ueslei Marcelino