Aumento de produção da Petrobras em 2014 será o ponto de virada?

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014 13:41 BRST
 

Por Sabrina Lorenzi

RIO DE JANEIRO, 12 Fev (Reuters) - Há quem aposte que a Petrobras vai começar a virar o jogo com aumento da produção de petróleo em 2014, depois de uma desvalorização acionária superior a 50 por cento nos últimos quatro anos.

O ponto de virada para as ações pode ocorrer a partir do segundo semestre, assim que ficar mais claro o aumento de produção, estimado entre 5 e 6,5 por cento neste ano por analistas de mercado e especialistas da indústria petrolífera ouvidos pela Reuters.

Mas alguns consultores apontam fragilidades da Petrobras, como a defasagem no preço dos derivados, que gera prejuízos bilionários para a divisão de Abastecimento, e o elevado endividamento da companhia para fazer frente aos vultosos investimentos exigidos pelo pré-sal.

A dívida e a defasagem podem limitar o ímpeto decorrente de um aumento de produção. Afinal, comprar ou vender Petrobras?

COMPRAR

Após dois anos de queda na produção e de outros dois de crescimento inexpressivo, a estatal brasileira vai conseguir retomar o fôlego em 2014 rumo à ousada meta de extrair 4,2 milhões de barris de petróleo equivalente por dia em 2020 --volume que faz jus às maiores descobertas do mundo realizadas na década passada.

"Perdemos um pouco de tempo, mas agora vai", afirmou à Reuters o analista Caio Carvalhal, da divisão de petróleo do JP Morgan, para quem a produção crescerá cerca de 5 por cento em 2014 --desempenho que não ocorria desde 2009.

Analistas são unânimes nas projeções de alta na produção. Itaú BBA estima alta 6,5 por cento, enquanto o HSBC prevê aumento entre 5 e 6 por cento no volume, em linha com a maioria dos relatórios sobre o assunto. Os bancos estimam volumes crescentes ao longo dos próximos anos, com a consolidação da extração no pré-sal.   Continuação...

 
O prédio da Universidade Petrobras no Rio de Janeiro. Há quem aposte que a Petrobras vai começar a virar o jogo com aumento da produção de petróleo em 2014, depois de uma desvalorização acionária superior a 50 por cento nos últimos quatro anos. 09/10/2012 REUTERS/Ricardo Moraes