Bolsa nos EUA interrompe rali de 4 dias e fecha em queda por projeções piores da Procter & Gamble

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014 20:18 BRST
 

Por Ryan Vlastelica

NOVA YORK, 12 Fev (Reuters) - O S&P 500 fechou o pregão desta quarta-feira com variação negativa, depois que a revisão de projeções da Procter & Gamble acabou com o rali de 4 dias do índice acionário norte-americano, embora alguns resultados positivos de empresas tenham limitado a queda.

O índice Dow Jones caiu 0,19 por cento, a 15.963 pontos, enquanto que o S&P 500 teve desvalorização de 0,03 por cento, a 1.819 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq ganhou 0,24 por cento, a 4.201 pontos.

O Nasdaq avançou pelo quinto pregão consecutivo, impulsionado pelos fortes resultados do site de viagens TripAdvisor, enquanto o Dow cedeu à pressão dos papéis da P&G.

O S&P subiu 3,9 por cento nas últimas quatro sessões, seu melhor desempenho de quatro dias em 13 meses. O movimento deixou o índice 1,6 por cento abaixo de seu recorde máximo de fechamento, de 1.848 pontos, atingido em 15 de janeiro.

Esse avanço recente ocorreu depois da maior queda de Wall Street em mais de um ano, com uma onda de vendas desencadeada pela turbulência nas economias emergentes.

Essas questões continuam influenciando os mercados. A Procter & Gamble afirmou que as projeções de menores vendas e lucro para o ano estavam relacionadas à desvalorização de moedas em vários países em desenvolvimento.

A ação da P&G recuou 1,7 por cento, para fechar cotada a 77,49 dólares.

"As ações que estão intimamente ligadas a padrões de consumo terão alguma volatilidade à frente", disse o vice-presidente de investimento da First Citizens Bancshares, Eric Teal, em Raleigh, na Carolina do Norte.

Entre os destaques do dia, a TripAdvisor teve o maior ganho percentual do S&P 500, com alta de 7,2 por cento, a 90,27 dólares, um dia após o site de viagens divulgar receita superior às expectativas.

Das 365 empresas que compõem o S&P 500 e que já anunciaram seus resultados trimestrais até esta quarta-feira, 67,7 por cento atingiram as expectativas de lucro, acima da média de longo prazo de 63 por cento, de acordo com dados da Thomson Reuters. Mais de 66 por cento bateram as previsões de receitas, acima da média histórica de 61 por cento.