Vendas no varejo caem em dezembro; fecham 2013 com menor expansão em 10 anos

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014 09:57 BRST
 

RIO DE JANEIRO, 13 Fev (Reuters) - As vendas no comércio varejista brasileiro perderam força em dezembro e recuaram 0,2 por cento sobre o mês anterior, e tiveram em 2013 a menor expansão em dez anos.

Os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que as vendas subiram 4,3 por cento no ano passado, desacelerando com força em relação a 2012, quando elas cresceram 8,4 por cento. Foi o pior resultado desde a contração de 3,7 por cento em 2003.

Já a taxa mensal interrompeu nove meses seguidos de alta, a última delas em novembro, de 0,6 por cento, segundo dados revisados. Na comparação com dezembro de 2012 houve expansão de 4,0 por cento.

O resultado mensal foi igual à estimativa mais pessimista em pesquisa Reuters, cuja mediana apontava para uma alta mensal de 0,40 por cento. Para o ano, a mediana era de um crescimento de 5,10 por cento.

Segundo o IBGE, quatro das oito atividades pesquisadas no varejo restrito tiveram queda na comparação mensal. Os principais destaques foram Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-12,6 por cento) e Móveis e eletrodomésticos (-3,5 por cento).

No ano, a maior expansão ficou para Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com 10,3 por cento em relação ao ano anterior, respondendo por 23,3 por cento da taxa anual do varejo.

A receita nominal do varejo teve alta de 0,5 por cento em dezembro ante novembro e avanço de 10,7 por cento sobre um ano antes, encerrando 2013 com alta de 11,9 por cento.

Já o volume de vendas no varejo ampliado --que inclui veículos e material de construção-- mostrou queda de 1,5 por cento em dezembro sobre novembro, com queda tanto nas vendas de Veículos e motos, partes e peças quanto de Material de Construção. Em 2013, o varejo ampliado cresceu 3,6 por cento.

As vendas no varejo se sustentaram em campo positivo no ano passado pelo mercado de trabalho firme, mesmo com a inflação em níveis altos.

(Reportagem de Felipe Pontes)