Controlador do Fleury recebe ofertas para vender sua participação

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014 11:25 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Core Participações, controladora indireta do Fleury, recebeu ofertas por sua fatia na empresa de medicina diagnóstica, em mais um sinal de atratividade do setor privado brasileiro de saúde.

A Core possui direta e indiretamente mais de 40 por cento do capital do Fleury, segundo informações disponíveis nos sites da companhia e da Bovespa.

O Fleury informou, em fato relevante nesta quinta-feira, ter recebido comunicação da acionista controladora sobre as ofertas, que "estão sendo analisadas" pela Core.

"A companhia informará imediatamente a seus acionistas e ao mercado em geral novas informações eventualmente recebidas de Core sobre o assunto que possam configurar um fato relevante", disse o Fleury, sem dar detalhes sobre os grupos interessados e sobre as ofertas.

As ações do Fleury tinham valorização de quase 3 por cento às 11h10, a 18,46 reais. Os papéis não fazem parte da carteira teórica do Ibovespa, que mostrava queda de 2,07 por cento no mesmo horário.

Há meses a imprensa local vem noticiando que a Core estaria disposta a vender sua participação no Fleury. Em meados de novembro passado, o Fleury informou que a Core tinha contratado o JPMorgan para avaliar alternativas estratégicas para sua fatia na empresa, "inclusive com eventual ingresso de novos investidores", motivando forte alta das ações do laboratório.

Uma mudança no controle do Fleury seria o mais recente movimento societário no setor de saúde privado brasileiro.

Em outubro de 2012, o empresário Edson Bueno e sua ex-esposa Dulce Pugliese de Godoy Bueno venderam o controle da companhia de saúde Amil para a norte-americana United Health por cerca de 10 bilhões de reais.

Bueno não abandonou o setor de saúde e nesta semana assumiu, junto com a ex-esposa, o controle da empresa de medicina diagnóstica Dasa, após desembolsar quase 1,8 bilhão de reais para comprar ações da rival do Fleury em leilão na Bovespa.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo desta quinta-feira, estariam na disputa pelo Fleury o laboratório Hermes Pardini (com os fundos Gávea e Apax) e os grupos de private equity Pátria e Blackstone.

A preços de mercado, o valor do negócio seria de cerca de 1,2 bilhão de reais. Normalmente, há um prêmio pago aos controladores na venda de suas posições.