Cultivo de transgênicos avança no Brasil e China, diz relatório

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014 18:30 BRST
 

13 Fev (Reuters) - O cultivo de sementes geneticamente modificadas no ano passado avançou no Brasil e na Ásia, em especial na China, embora seu peso ainda seja pequeno no mercado chinês, de acordo com relatório divulgado nesta quinta-feira pela indústria.

Produtores em todo o mundo cultivaram um recorde de 175,2 milhões de hectares de lavouras transgênicas em 2013, alta de 3 por cento ante 2012, com Brasil e Estados Unidos mantendo a liderança, de acordo com o Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA), uma organização pró-biotecnologia.

No Brasil, a área cultivada com sementes geneticamente modificadas de soja, milho e algodão saltou 10 por cento, para 40,3 milhões de hectares no ano passado, de acordo com relatório da ISAAA.

Na China, o uso dos transgênicos cresceu 5 por cento em 2013, para 4,2 milhões de hectares.

Nos Estados Unidos, país líder no plantio de transgênicos, o cultivo dessas sementes parece ter alcançado seu pico, com crescimento inferior a 1 por cento em 2013, a 70,2 milhões de hectares, de acordo com estimativas da ISAAA.

Os norte-americanos cultivam sementes transgênicas de milho, soja, algodão, canola, alfafa entre outras, segundo o relatório.

A União Europeia continua a ser um mercado difícil para os transgênicos. Cinco países da UE cultivaram um recorde 148.013 hectares de milho geneticamente modificado no ano passado, alta de 15 por cento ante 2012, disse o relatório.

Nem todos os países onde os agricultores têm tentado culturas biotecnológicas expandiram seu uso. O plantio de lavouras geneticamente modificadas caiu 7 por cento no Canadá no ano passado ante 2012, e manteve-se estável ou recuou na África do Sul, Austrália e México.

Críticos das lavouras geneticamente modificadas acusam o ISAAA de inflar números da União Europeia e países em desenvolvimento para mostrar apoio crescente às lavouras geneticamente modificadas.

Particularmente na União Europeia, os opositores dizem que os transgênicos levam ao aumento do uso de pesticidas, causam danos ao meio ambiente e argumentam que até o momento não foi provado que estes produtos são seguros para o consumo humano e animal.

Para os que apoiam os transgênicos, o argumento é que eles não são diferentes das lavouras normais.