Grandes usinas de cana do Brasil cortam custos e capex contra perdas

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014 20:45 BRST
 

SÃO PAULO, 14 Fev (Reuters) - Os preços do açúcar fracos, o controle dos valores do combustível pelo governo, geada e agora a seca estão forçando as empresas listadas de açúcar e etanol do Brasil a cortar custos e considerar demissões, conforme mostraram relatórios financeiros nesta semana.

As unidades controladas pela Louis Dreyfus , Cosan, Bunge e outras estão vendo cortes como essenciais como forma de limitar perdas até que os preços do açúcar se recuperem de mínimas de quatro anos, buscando reverter o impacto negativo das políticas governamentais sobre a sua rentabilidade.

Aquisições e outras alternativas para a consolidação da indústria são difíceis por causa das condições de mercado sombrias e dívidas acumuladas durante uma década de expansão.

Mesmo o clima não está cooperando. A seca severa já levou analistas a reduzir suas perspectivas para a safra que começa nas próximas semanas.

E não há sinais claros de alívio iminente.

PERDAS CRESCENTES DAS COMPANHIAS

Maior grupo de moagem de cana do Brasil, a Raízen Energia espera uma perda para o trimestre encerrado em 31 de dezembro de 115,4 milhões de reais, em comparação com um lucro de 164,3 milhões de reais no período do ano anterior.

A Raízen é uma joint venture entre a brasileira Cosan e a Royal Dutch Shell, companhia petrolífera anglo-holandesa.

Além do volume de vendas de açúcar menores, a Raízen Energia culpou um declínio de 5 por cento do real contra o dólar pela maior parte das perdas.   Continuação...